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terça, 07 fev 2023
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SOCIEDADE
GNR: MAIS DE MIL CRIMES NO FUNDÃO E PENAMACOR EM 10 MESES
Rádio Cova da Beira
De 1 de janeiro a 31 de outubro deste ano, registaram-se no destacamento da GNR de Fundão e Penamacor, 1072 crimes, mais 23 do que em igual período do ano 2019, uma vez que 2020 e 2021 foram atípicos, devido à pandemia. Um aumento de 2% que manteve “estável” a criminalidade nos concelhos de Fundão e Penamacor, disse, em entrevista à RCB, o Comandante do Destacamento.
Por Paula Brito Batista em 18 d Nov d 2022

David Canarias sublinha, no entanto, as mudanças que se registaram na tipologia de crime.

 

“Onde se nota alguma diferença é nas tipologias criminais e algum aumento da criminalidade relacionada com as tecnologias, como o cybercrime e as burlas”.

 

De 2019 para 2022, esta tipologia de crime duplicou, passando de 20 crimes, em 2019, para 40, este ano.

 

“Não é um grande volume, nos mil crimes que temos, mas é, em termos percentuais, dos maiores aumentos que ocorreram, vai de acordo com a dinâmica social, as alterações que têm havido na sociedade, a este nível, e a criminalidade acompanha.”

 

Dos 1072 crimes registados nos primeiros 10 meses do ano, mais de metade são crimes contra o património, “são os crimes com maior frequência, onde se incluem as burlas, furtos, roubos, todos os bens que são subtraídos às pessoas, ou danificados, e esta é a tipologia de crime com maior valor, com mais de 500 crimes registados.”

 

Seguem-se os crimes contra as pessoas, com 300 crimes registados de 1 de janeiro a 31 de outubro deste ano, no destacamento da GNR de Fundão e Penamacor.

 

“Aqui, consideramos a violência doméstica, as ameaças, as difamações, as ofensas à integridade física, esse tipo de crime das relações pessoais.”

 

Relativamente à violência doméstica, registaram-se 72 crimes, em 2022, mais dois que em igual período de 2019, o que revela, na opinião do Comandante, “que, por um lado, as pessoas sentem o conforto junto das forças de segurança para expor o problema, e, por outro, que esta realidade não deixou de existir no nosso território.”

 

Na tipologia de crime contra a vida em sociedade, registaram-se 130 crimes, dos quais 60 crimes de incêndio florestal.

 

Neste campo a GNR faz um trabalho preventivo e fiscalizador, tendo levantado, este ano, cerca de 90 autos de contraordenação a pessoas que não fizeram a limpeza dos terrenos. No entanto, segundo o Comandante David Canarias, são cada vez mais os cumpridores.

 

“Também temos um conjunto de situações, que tem vindo a aumentar de ano para ano, de pessoas que são sinalizadas e sensibilizadas para fazer essa limpeza e cumprem.” 


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