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CULTURA
WOOL: HÁ 10 ANOS A PINTAR A HISTÓRIA DA COVILHÃ
Rádio Cova da Beira
Festival Wool chega à Covilhã de 26 de junho a 4 de julho, para celebrar o 10.º aniversário. Nasceu em 2011, de um sonho de três pessoas que ousaram criar o primeiro festival destas expressões de arte contemporânea, no país. Passados 10 anos, a Covilhã ganhou 40 murais e um novo cartaz turístico. Hoje, “as pessoas já vêm à Covilhã por causa do festival.”
Por Paula Brito em 15 de Jun de 2021

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Lara Rodrigues, esta manhã, na conferencia de imprensa de apresentação do festival, fez o balanço de uma década de Wool, em números: 10 edições, 43 ações em território nacional e internacional, 122 intervenções artísticas, entre murais e instalações, 46 artistas portugueses e 23 estrangeiros. Desde 2015 que a organização mede o impacto mediático do festival com resultados animadores.

 

“Desde 2015 que fazemos a medição do que é o festival e temos alcançado valores na ordem dos 500 a 600 mil euros, de retorno mediático para o festival, a Covilhã está sempre associada ao registo do impacto mediático que estamos a fazer.” Um impacto que já criou um novo cartaz turístico na cidade, “as pessoas já vêm à Covilhã por causa do festival”.

 

Um impacto que não é apenas traduzido em números, mas também em conteúdo, a avaliar pelas reações e comentários de jornalistas nacionais e internacionais quando chegam à Covilhã, depois de visitarem outras cidades, “É aqui que se sente”. Um sentimento que segundo a organização do Wool vem de características que tornam única esta arte na Covilhã.

 

“Nós temos 40 murais num raio de 600 metros de diâmetro. É muito curto o espaço, facilmente andamos a pé a descobrir murais que nos permitem contar a história da Covilhã, mas ir um pouco mais além, por exemplo, nós vamos às Portas do Sol, contamos a história dos dois murais e focamo-nos que aquele é o pedaço de muralha que resta do castelo que caiu no terramoto de 1755.”

 

Quanto à edição deste ano, Lara Rodrigues destaca os dois artistas, de renome internacional, que este ano vão deixar na Covilhã a sua marca: o uruguaio Licuado e a espanhola Marta Lapeña.

 

“Eu gosto sempre de destacar o da expedição, quem conhece um bocadinho da história da expedição científica à Serra da Estrela, é fantástico. Eu acho que os artistas, que vieram do Uruguai, conseguiram pegar muito bem na temática e fazerem uma proposta muito interessante, o mural que nos vai permitir falar do papel das mulheres, anónimo, na indústria têxtil, não só aqui, mas em todo o mundo, diria eu. O mural da Marta Lapeña, vai ter também um enorme impacto.”

 

As residências artísticas, de fotografia em tecelagem, com a fotógrafa Raquel Belli, e de desenho, com o arquiteto Nuno Sarmento, são outros destaques do festival.

 

“Destaco o facto de nós, para a residência artística da fotografia, termos envolvido uma recolha de fotografias feitas pela comunidade, depois ela tem uma técnica de tecelagem das fotografias, acho que é muito interessante. O impacto de termos por cá o Nuno Sarmento, que vai andar por cá a desenhar pessoas, espero que se cruzem com ele, porque é sempre interessante vê-lo a desenhar pessoas e a cidade. O roteiro sonoro, que está a ter um impacto muito grande no que diz respeito ao meio musical. Eu acho que é impossível focar um destaque e eu diria que é sempre o bolo todo.”

 

O festival como um todo que envolve a comunidade, o comércio e restauração e tem o apoio do município da Covilhã em 50 mil euros, “um importante contributo”, disse Vítor Pereira, para um festival que há 10 anos pinta a história da Covilhã, criando “um museu a céu aberto."


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