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Domingo, 01 Ago 2021
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SOCIEDADE
CAMPUS DO AEF RENOVADO
Rádio Cova da Beira
Inauguradas as obras que dotaram a escola sede do Agrupamento de Escolas do Fundão (AEF) de melhores condições de ensino, quer dentro, quer fora da sala de aula, o diretor do Agrupamento, Estevão Lopes, aproveitou o momento para lembrar o que ainda falta fazer. Problemas que Paulo Fernandes espera ver resolvidos antes do município assumir a transferência de competências na área do ensino.
Por Paula Brito em 11 de Jun de 2021

As obras, que duraram dois anos e custaram dois milhões e meio de euros, trouxerem melhorias significativas ao nível do conforto, da mobilidade, da sustentabilidade e da estética, quer dentro, quer fora da sala de aula. Estevão Lopes saudou o investimento e aproveitou para desfiar o rosário das obras que ainda faltam. O diretor do AEF espera ver, no próximo caderno de encargos, várias melhorias contempladas.

 

“Às coberturas de todos os edifícios com quase 40 anos, à rede elétrica a necessidade de um reforço pelo crescente consumo de equipamentos, às redes informática, a necessitar também de reforço significativo, e em especial, a wireless, ao pavilhão oficinal com deficiências estruturais e enorme desconforto térmico, que inviabiliza mesmo as atividades letivas na maior parte do ano letivo, aos laboratórios, nas suas várias áreas, às casas de banho do pessoal docente e não docente.”

 

Estevão Lopes deixou ainda o aviso que as solicitações vão ser maiores quando a transferência da competência do ensino for transferida para o município.

 

“Também com a transferência de competências para o município, faço votos para que o ensino público passe a ser uma prioridade do município, mais do que já é, pois, as solicitações passarão a ser maiores do que até aqui.”

 

Paulo Fernandes lembrou a opção do município do Fundão no ensino, área a que alocou 85% do Programa Regional do Centro, num total de 3 milhões e 200 mil euros.

 

“Nós alocámos 85% dos nossos recursos à área da educação, mas demos muita força ao plano físico e num plano de investimento em escolas de primeiro ciclo, mas também complementámos esse investimento físico, trazendo as competências da programação e áreas digitais para dentro da oferta de primeiro e segundo ciclo, sendo o primeiro município do país, e talvez da Europa, que em toda a escola pública aprende-se programação.”

 

O autarca fundanense espera que, antes da transferência desta competência, sejam resolvidos outros problemas.

 

“Esperamos que, daqui até essa passagem, haja ainda, de acordo com aquilo que fomos enviando para o ministério, espaço de manobra não só nas partes mais operacionais, mas também algum investimento que, quer neste agrupamento, quer na Serra da Gardunha, ainda esperamos que possa ser feita a tal visita de avaliação, porque temos, nomeadamente no no caso da Serra da Gardunha, questões estruturais que é preciso resolver e entrar em entendimento, relativamente a isso.”

 

A secretária de estado da educação, Inês Ramires, deixou uma porta aberta a essa possibilidade, no quadro do entendimento entre o ministério e o município.

 

“Temos aqui toda a possibilidade de continuarmos a trabalhar em conjunto, na esfera das infraestruturas ou outras. Faz sentido tentarmos, um bocadinho antes de março de 2022, para não ficarmos no carro vassoura da descentralização, para termos tempo para pensar, tratar da parte burocrática e administrativa, mas também de pensarmos como é que a descentralização muda em termos das competências que já são exercidas pela câmara.”

 

A secretária de estado da educação, na inauguração das obras de requalificação do campus escolar do Agrupamento de Escolas do Fundão.   


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