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Domingo, 13 Jun 2021
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POL�TICA
À COVILHÃ FALTA “UM BOM PRESIDENTE”
Rádio Cova da Beira
Desperdício, desorientação e conformismo. São as três palavras que, na opinião de Adolfo Mesquita Nunes, resumem o mandato da maioria socialista à frente da câmara municipal da Covilhã.
Por Paula Brito em 11 de May de 2021

“Desperdício, porque tem sido um desperdício de talento, de recursos humanos que temos na Covilhã, de tecido empresarial que temos na Covilhã, das oportunidades que temos na Covilhã e que têm sido todas desperdiçadas e por isso, a desorientação é que não há qualquer tipo de estratégia (…) e depois, o pior de tudo é o conformismo, é as pessoas acharem que não se pode fazer melhor.”

 

Em entrevista à RCB, o vereador do CDS-PP, diz que falta liderança à Covilhã que apesar de ter tudo, continua a perder território para concelhos vizinhos.

 

“Nós temos universidade, nós temos tecido empresarial, nós temos passado empreendedor, nós temos acessibilidades ferroviárias e rodoviárias, o que é que está a faltar para nós nos tornarmos numa cidade tão competitiva como Viseu que não tem nem a universidade que nós temos, nem as acessibilidades que nós temos, nem ferroviárias nem rodoviárias, o que é que está a faltar? Um bom presidente de câmara, uma boa equipa, uma capacidade de liderança, arrojo, criatividade, engenho, temos uma gestão dormente e, portanto, estamos a perder território, terreno, talento, para concelhos vizinhos como é o caso do Fundão.”

 

Um dos exemplos mais flagrantes desta gestão é o setor do turismo, onde o potencial e a oferta existem, mas falta-lhes organização e promoção.

 

“Se não há uma aplicação com os roteiros todos, não é ir ao site e haver três ou quatro roteiros, se não há roteiros de comércio local, se não há roteiro de artesanato, se não há roteiro de arte urbana, se não há roteiro industrial, então as pessoas entram na cidade, pernoitam e vão para a serra, porque não há cá nada! Mas há, o que não está é organizada a oferta.”

 

Mas não basta organizar, é preciso também promover. Adolfo Mesquita Nunes deixa a arte urbana como exemplo “nós já temos a arte urbana no concelho, já temos a aplicação que finalmente permite ver, o que é que nós devíamos estar a dizer ao mundo? Que temos a maior museu de arte urbana da Europa ao ar livre.”

 

Em entrevista ao programa Flagrante Direto da RCB, no último fim de semana, Adolfo Mesquita Nunes fez também o balanço enquanto vereador da oposição e rejeitou a crítica de que na Covilhã a oposição se fez, neste mandato, a partir de Lisboa.

 

“A minha cadeira ficou vazia uma vez, em três anos e meio, uma vez. Estive cá em todas as reuniões e, das poucas em que não pude vir, fui substituído pelos vereadores que estavam comigo na lista, apresentei projetos, propostas, fui eu que fiz as principais denuncias dos erros que este executivo ia cometendo, se houve absolutos disparates que este executivo fez, eles souberam-se porque fui eu que os denunciei, fui eu que procurei ser o provedor do munícipe porque todas as queixas que fui recebendo, e foram dezenas, sobre todos os assuntos, eu levei à câmara.”

 

O balanço do mandato feito por Adolfo Mesquita Nunes, vereador do CDS-PP na Câmara da Covilhã, no último “Flagrante Direto” da RCB.  


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