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Sábado, 08 Mai 2021
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POL�TICA
REVOLUÇÃO DA FERROVIA EM CURSO
Rádio Cova da Beira
Ao fim de 12 anos encerrada, a reabertura da ligação ferroviária entre Covilhã e Guarda é um marco importante na revolução dos caminhos de ferro, que segundo o ministro das infraestruturas, está em curso. Hoje, na cerimónia de inauguração do troço que vai encurtar a viagem entre as duas cidades, de 75 para 40 minutos, Pedro Nuno Santos salientou a simbologia do momento.
Por Paula Brito em 04 de May de 2021

“Este é um momento muito impactante da revolução que está neste momento em curso nos caminhos de ferro em Portugal. Nós estamos finalmente a voltar a ligar Covilhã à Guarda, depois de termos estado em fase de encerramento, estamos em fase de reabertura, e desse ponto de vista é muito simbólico.”

 

Mas a importância desta reabertura é muito mais do que simbólica para a região.

 

“Nós vamos conseguir ter duas ligações até à Guarda, seja pela Beira Alta, seja pela Beira Baixa. A Covilhã vai passar a poder chegar a Coimbra, diretamente, pelo Norte, aliás, já foi anunciado pela CP o Intercidades de Covilhã até Coimbra. Os Intercidades que temos na linha da Beira Baixa, que começavam na Covilhã podem começar na Guarda. Do ponto de vista do transporte de mercadorias é também muito significativo, vamos poder potenciar outros projetos que estão a ser trabalhados no Porto Seco, na Guarda, ou o desenvolvimento da plataforma de mercadorias no Fundão. Esta ligação é de facto muito importante para a região.”

 

Na Covilhã, o ministro das Infraestruturas deixou ainda a garantia de que o IC 31 vai avançar. Segundo Pedro Nuno Santos, acaba de ser publicada a resolução de Conselho de Ministros que autoriza o governo a avançar com os procedimentos necessários para a construção do Itinerário Complementar que prevê a ligação de Castelo Branco à fronteira com Espanha.

 

“Connosco o IC31 vai ser uma realidade, nós temos já uma resolução de Conselho de Ministros aprovada que prevê a forma de financiamento do mesmo, a IP neste momento tem a autorização necessária para poder iniciar todo o processo, portanto, o IC 31 vai, finalmente, ser uma realidade.”

 

Segundo o ministro, a conclusão previsível da obra é o ano 2026, mesmo depois da ter sido retirada do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

 

“Nós estávamos com dificuldade em conseguir aprovar todo o volume de rodovia que tínhamos previsto no PRR, e, portanto, aquilo que fizemos foi retirar do PRR e financiar por outra via cinco projetos, entre os quais o IC 31. E, portanto, nós queremos começar o quanto antes a fazer o IC 31 e ver se conseguimos em 2026 tê-lo pronto, vai ser desafiante, mas esse é o objetivo.”

 

Pedro Nuno Santos falava, no início da tarde, aos jornalistas, à margem da inauguração do troço ferroviário da linha da Beira Baixa entre Covilhã e Guarda, num total de 36 quilómetros que representaram um investimento global próximo dos 80 milhões de euros, cofinanciado em 80% por fundos comunitários. 

 

Um investimento inserido na Ferrovia 2020, que prevê uma intervenção global em 1000 quilómetros de linha férrea e 2000 milhões de euros de investimento, e que, segundo o presidente da Infraestruturas de Portugal, António Laranjo, está numa "fase decisiva" com 81% do investimento em curso, contratado ou concluído.  


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