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Sábado, 08 Mai 2021
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CULTURA
“GRITO DE LIBERDADE” EM PENAMACOR
Rádio Cova da Beira
No âmbito do Festival Primavera na Serra da Malcata, o Jardim da República, em Penamacor, acolhe, a partir de sexta-feira, 7 de Maio, a exposição “Grito de Liberdade”.
Por Paulo Pinheiro em 01 de May de 2021

A mostra, da autoria de Gabriel AV e Pedro Leitão, conta com mais de uma dezena de esculturas de grandes dimensões, concebidas com materiais recolhidos no lixo e tem como objetivo alertar para o impacto positivo da reciclagem no meio ambiente.

A exposição, que realiza no âmbito do Festival Primavera na Serra da Malcata, está patente até ao dia 13 de junho.

 

 

Os autores da mostra apresentam-se

 

Gabriel AV:

 

Nasci em 1972. A minha primeira memória é da alegria sentida no dia 25 de Abril de 1974 a gritar a palavra Vitória, erguendo os dedos em V… e as cores intensas que me ficaram gravadas. Desenhar, pintar, observar a fauna eram as minhas brincadeiras preferidas e continuam a ser. Daqui e em contraste, observo-me e à humanidade que me é possível conhecer. Surgem imensas dúvidas, incongruências, sentimentos felizes e fúrias que, mediante o meu trabalho artístico, me possibilitam reconhecer a minha vida, o meu caminho, a minha função no mundo e manter a chama do Amor e a convicção de uma harmonia universal. Viajar para procurar outras culturas, pessoas, artes, natureza, história, encheu-me a alma com sonhos. Fugir de outras culturas, pessoas, destruição, decadência deu-me o conhecimento dos pesadelos. Destas duas forças opostas surge o meu trabalho como ponto de harmonia, que me serve em Esperança e me realiza enquanto artista plástico quando essa esperança chega ao público. Neste tempo de pandemia, na escassez de matéria-prima, no isolamento obrigatório… os imensos tempos de introspeção e observação do mundo, das reações das pessoas, das causas e das consequências geraram sonhos, pesadelos, a esperança, a paz de espírito e o amor. Destas viagens e fugas, surgiram assim as esculturas em reciclagem de materiais presentes na exposição Grito de Liberdade.

 

Pedro Leitão:

 

 

Sou o Pedro Leitão. Nasci em 1972, natural da Aldeia do Carvalho, concelho da Covilhã. Construo esculturas com o lixo, fundamentalmente plásticos, que recolho para servirem de matéria-prima à criação e à arte sob forma de uma obra escultórica urbana. Sou um dos poucos escultores mundiais (a par de Vik Muniz e Bordalo) que usa esta matéria-prima, cada vez mais abundante no planeta, que sofre o desgaste da produção humana. Move-me a criatividade e a emoção da criação e o seu apreço. Move-me a vida simples, o pensamento livre que troco com as pessoas que se cruzam comigo durante o processo de criação e de construção. Move-me o mundo e a sua grandeza, no respeito pelo grande segredo universal da singular existência de tudo o que nos rodeia. Move-me a ação tentada de regredir e os resultados de evoluir. Move-me que os outros saibam que a vida humana serve para nos emocionar e que a emoção existe na contemplação da natureza, no impacto da arte e na paixão, tão ao alcance de cada um.


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