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Quinta, 06 Mai 2021
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DESPORTO
AFCB ORGANIZA CAMPEONATO DE FUTEBOL DE PRAIA
Rádio Cova da Beira
A notícia foi avançada pela direcção da AF Castelo Branco, na passada semana, à margem da realização, via plataforma Zoom, da conferência de imprensa, que abordou o cancelamento precoce da Liga "Leitão Beirão", 2020-21, devido à pandemia da Covid-19. A nova competição (época 2021-22) será organizada em parceria com o Município de Proença-a-Nova.
Por Miguel Malaca em 22 de Apr de 2021

No que diz respeito ao cancelamento do campeonato distrital de seniores em futebol, e porque nas últimas semanas, a decisão tomada pela direcção de Manuel Candeias, ter gerado alguma polémica e posições contraditórias " e de desinformação, tanto nas redes sociais, como em alguns órgãos de comunicação social", pode ler-se na missiva enviada à RCB, os dirigentes da AFCB, em nota de imprensa puderam fazer vários esclarecimentos sobre a matéria.

Assim, no final do encontro com os jornalistas, Manuel Candeias começa por referir que " a Associação de Futebol de Castelo Branco assume-se enquanto pessoa coletiva de utilidade pública, cumpre, antes de mais, deixar perfeitamente assente que toda e qualquer decisão adotada tem – como até então – como suporte estrutural o respeito inequívoco pelas Normas Estatutárias. Deste modo, e para que não continuem a subsistir dúvidas (de qualquer espécie), importa, a este propósito, trazer à colação a alínea a) do no 2 do art. 2o, a qual consagra expressamente que a Associação de Futebol de Castelo Branco se compromete “a observar os princípios do respeito, lealdade, da integridade e do desportivismo...”.

O documento acrescenta, "tendo noção de que pugnar não só pela continuidade, mas pelo desenvolvimento positivo do nosso Futebol/Futsal é um desígnio de que esta Associação não desiste, parece-nos evidente que insinuar falta de clareza, consideração ou ponderação nos procedimentos seguidos é, mais do que ousadia, uma acusação com grave teor. Não obstante o supramencionado, cremos igualmente ser apropriado – e para elucidar os mais incautos – relembrar que, no estrito cumprimento do preceituado pelo art. 5o, no 1, a Associação de Futebol de Castelo Branco defende, de forma cabal e incondicional, “(...) os valores da ética, da lealdade, da verdade desportiva e do fair-play”. Esta Associação de Futebol tem estado, desde o início da situação pandémica, em contacto permanente com os diferentes parceiros, nomeadamente os Clubes, para tentar construir soluções minimamente sustentáveis para todo este fenómeno. Os contributos de todos, mais do que merecer um agradecimento, têm sido analisados devidamente, como nunca poderia deixar de acontecer. Não será por acaso que esta foi das primeiras e únicas Associações de Futebol do país a implementar um programa de testagem regular, zelando pela segurança e saúde de todos os agentes envolvidos, criando condições para uma prática sustentável perante o cenário complexo com o qual nos deparamos".

A nota informativa enviada à RCB, fala ainda do Comunicado Oficial no 50 desta AFCB, do passado dia 18 de março de 2021, no que se refere aos motivos que estiveram na base do cancelamento do Campeonato Distrital de Seniores - Futebol.

"A incerteza premente relativa à evolução da pandemia que, segundo as informações governamentais, pode levar a uma regressão no desconfinamento, cruzadas com as previsões de alguns especialistas no que diz respeito aos principais indicadores agora utilizados para a gestão da abertura da sociedade (Rt -índice de transmissibilidade, no de casos por habitantes, por exemplo); As poucas garantias relativamente ao enquadramento legal desta área de atividade neste nível competitivo em futuros confinamentos e Estados de Emergência (desconhecendo se poderão ou não vir a gozar da equiparação a atividade profissional); A enorme probabilidade de, com a continuação do programa de testagem implementado pela AFCB, surgirem novos casos positivos que resultem no isolamento de equipas e, consequentemente, no adiamento de jogos, circunstância que determinará a impossibilidade de conclusão do Quadro Competitivo no tempo remanescente (até 30 de junho de 2021). O risco associado a um aumento das probabilidades de lesão nos praticantes que, depois de 4 meses de paragem competitiva, teriam um período muito curto de preparação para a retoma da competição que, em muitas ocasiões, iria exigir jogos duas vezes por semana ao longo de 2 meses, que, cruzado com o no reduzido de jogadores que, na generalidade, constituem os planteis, poderia significar situações muito danosas para os Clubes e para a Prova".

E mais, "a pouca rentabilidade de soluções que promovessem alterações ao Quadro Competitivo vigente, quer por não garantirem a margem temporal considerada razoável para gerir a situação de incerteza que nos envolve, quer por não responderem aos anseios de promover uma competição que respeite os princípios que se julgam indispensáveis nesta fase (respeitar os encontros disputados até à data da paragem, promover regularidade competitiva, e permitir que todos os participantes tenham a possibilidade de competir, dentro de determinados limites, de modo a concluir a prova com as mesmas condições)".

O documento conclui dizendo que "as tentativas de alegar um desprezo pela continuidade de prática futebolística no escalão sénior têm tanto de falso como de condenável, como se depreende por todas as ações levadas a cabo por esta instituição ao longo destes últimos tempos. Encaramos a prática, e o seu fomento, mais do que como um objetivo que vise entronar campeões desportivos (o que, para muitos, parece ser o único desiderato de uma prova desportiva), uma ferramenta para estimular o desenvolvimento regional harmonioso e, embora não se despreze quem o encara como exercício, comentar quaisquer tipo de decisões neste domínio torna-se bastante menos complexo que formulá-las, sobretudo quando todos acreditam dominar as ferramentas necessárias para tal, ou ainda quando, a posteriori, se conhecem as variáveis que darão razão aqueles que com nada se comprometem, a não ser o seu próprio interesse". Pode ler-se.

O documento é assinado pelo presidente da AF Castelo Branco, Manuel Candeias. 

 

 

 


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