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Sábado, 08 Mai 2021
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SOCIEDADE
USCB EVOCA OS 45 ANOS DA CONSTITUIÇÃO
Rádio Cova da Beira
Este ano, as comemorações do 1.º de maio e do 25 de abril vão ser na rua. A União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco (USCB) está a ultimar o programa e o coordenador, Sérgio Santos, aproveitou a sessão pública, realizada ontem no auditório municipal da Covilhã, sobre os “45 anos da Constituição da República – o fascismo é crime”, para exortar os presentes à participação.
Por Paula Brito em 09 de Apr de 2021

“Aproveito esta oportunidade para apelar a todos os camaradas para estarem presentes nas comemorações que iremos realizar na Covilhã, no Tortosendo, em Castelo Branco e nas Minas da Panasqueira. O programa está quase a sair e, como é óbvio, vamos assinalar estas datas na rua, porque é na rua que devem ser assinaladas, respeitando todas as normas da DGS.”

 

Na sessão pública sobre os 45 anos da Constituição da República, Sérgio Santos, falou da importância deste documento como garante dos direitos e liberdades do povo português.

 

“Esta Constituição, aprovada há 45 anos, pelo pilar principal do regime democrático nascido do 25 de abril, garante os direitos e liberdades, repositório das conquistas e das aspirações do povo português, é simultaneamente uma magna carta de direitos e um modelo de transformação de sociedade. Uma Constituição marcada por um caráter profundamente progressista e inovador.”

 

Além dos 45 anos da Constituição da República, o tema da sessão pública promovida pela USCB acrescentava - O fascismo é crime - e deve ser combatido, acrescentou Sérgio Santos.

 

“Considero que a melhor forma de o fazer é responder aos problemas das pessoas, desde logo dos trabalhadores, é cumprir com as promessas, é acabar com a política cínica do engano e do disfarce”. Um combate, para o qual estão todos convocados, “para este combate vamos todos, se necessário.”

 

Por vídeo conferencia, participou nesta sessão, o dirigente da União dos Resistentes Antifascistas e ex-preso político José Pedro Soares, que deixou uma sugestão para que a Covilhã reúna os nomes dos seus presos políticos numa brochura, onde se contem também as lutas da cidade da lã e da neve contra o fascismo.

 

“Vou conseguir saber em breve, na fase em que estamos, já o número de presos da Covilhã, e ia propor uma coisa, fazer um livro, uma brochura, em que pudéssemos introduzir alguns aspetos mais das lutas da Covilhã e o nome de todos aqueles que, durante o regime fascista, passaram pelas cadeias do fascismo.”

 

Uma sugestão de que Luís Garra, que moderou a sessão, prometeu ser o porta voz junto da câmara municipal da Covilhã. Uma sessão onde o professor e autarca do Tortosendo, Casimiro dos Santos, falou da história das lutas dos sindicatos e do PCP no regime fascista.


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