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Quinta, 13 Mai 2021
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SOCIEDADE
“TWINTEX APROVEITA-SE DA PANDEMIA”
Rádio Cova da Beira
A denúncia é feita, em comunicado, pelo sindicato têxtil da Beira Baixa que acusa a empresa de ter colocado um processo disciplinar a uma dirigente sindical, acompanhando de um “castigo” de um mês com o pretexto de que colocou em causa a empresa no exercício das suas funções.
Por Nuno Miguel em 26 de Feb de 2021
De acordo com o sindicato “não é a primeira vez que a «Twintex», com argumentos, pressões e testemunhas disponíveis para omitir a verdade, ataca as dirigentes sindicais” acusando a empresa de já ter adoptado o mesmo procedimento com três trabalhadoras o que configura “actos de assédio”. Uma pressão que tem por objectivo “destruir a organização sindical na empresa e resultam de as dirigentes e delegadas sindicais serem firmes e não deixarem de denunciar os comportamentos imorais e ilegais dos sócios gerentes da empresa”.
O sindicato acrescenta que as trabalhadoras vão continuar a denunciar o uso e adaptabilidade do horário “há anos que não sabem o que é sair às 17:00, pois quase sempre lhes é imposto trabalhar mais uma hora por dia sem ser paga como trabalho suplementar e sem saberem quando vão gozar o tempo trabalhado a mais” O aumento dos salários e do subsídio de alimentação e a exigência de medidas de protecção face à pandemia são outras das reivindicações”.
A estrutura sindical acrescenta que as trabalhadoras já chamaram a atenção das entidades competentes que a empresa “se aproveita imoralmente da pandemia para «ir ao pote» do orçamento de estado e da segurança social”, acrescentando que “Em Maio de 2020 recorreram ao «Lay Off» reduzindo o horário de trabalho em uma hora por dia”.
O sindicato têxtil da Beira Baixa acusa ainda a empresa de “hipócrita e cinicamente, pretende recorrer à retoma progressiva da actividade e pretende ocupar as horas de redução do período normal de trabalho com formação no posto de trabalho e ao mesmo tempo pressionou a mudança do feriado de Carnaval para outro dia, dizendo que era por ter de responder às encomendas”, afirmando que  “desde final de Agosto de 2020 até ao dia 11 Janeiro 2021 as trabalhadoras estiveram com a adaptabilidade do horário de trabalho a realizar mais uma hora por dia”.Em comunicado, o sindicato refere que “este comportamento não é novo e é uma afronta aos trabalhadores, à organização sindical na empresa e ao seu sindicato e pode configurar um expediente para «sacar» dinheiro que é de todos nós”, afirmando que “é do conhecimento do poder político local e nacional, do poder judicial e da ACT que a «Twintex» e as empresas que lhe deram origem, actua à margem da lei”. Mas garante que estes comportamentos não vão fazer o sindicato “recuar um milímetro naquilo que é a defesa da dignidade das trabalhadoras e das suas representantes”.
A terminar o documento, o sindicato têxtil da Beira Baixa afirma que “a segurança social e o IEFP devem apurar da legitimidade e da legalidade do recurso ao «layoff» e do recebimento de apoios” e exige a actuação da autoridade para as condições de trabalho para que a empresa “perceba de uma vez por todas que não pode continuar a agir impunemente”.
A RCB tentou contactar a administração da “Twintex” mas até agora sem sucesso. 

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