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Quinta, 06 Mai 2021
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DESPORTO
UNHAIS DA SERRA VENCE MARINHENSE
O Unhais da Serra foi indiscutivelmente um vencedor justo, na partida que teve como advers?rio o Marinhense. Os serranos venceram por 3-0, confirmando a excelente carreira que o clube fez na primeira fase do campeonato.
Por José Joaquim Ribeiro em 06 de Apr de 2008

A entrada na fase decisiva do campeonato da 3ª divisão, não podia ter começado melhor para a equipa do Estrela de Unhais da Serra. Recebeu na Reboleirada, no Paul,  o Atlético Marinhense, clube que tinha menos um ponto que os serranos ( recorde-se que os seis clubes que vão lutar pelos dois lugares de subida à 2ª divisão, partiram com metade dos pontos que haviam conquistado na primeira fase) e, de forma muito pragmática, controlou o jogo em toda a linha e conseguiu marcar por três vezes.

 

O Unhais da Serra, que entrou neste jogo completamente na expectativa, conseguiu, na primeira ocasião que o jogo lhe proporcionou, marcar. O lance começou em Rui Morais que recebeu no seu meio campo o esférico, entrou no meio campo adversário e depois, com um passe teleguiado, colocou-o na frente de Rubem, sobre a direita, depois foi o trabalho de Rubem a fazer o resto. Tirou um adversário do caminho, deu dois passos em direcção da baliza e, de ângulo difícil, rematou, fazendo a bola passar pelo buraco da agulha, entre o poste e o guardião contrário. Estavam decorridos apenas 11 minutos de jogo.

 

Este golo deu tranquilidade e deu, também, mais espaços para que o clube pudesse explorar a natural subida do Marinhense.  As transições eram feitas com rapidez, com Rubem, Cláudio e Vaz Alves a serem decisivos na profundidade que a equipa impunha ao jogo, normalmente servidos por Carlitos, ou pelos dois laterais, Brigida e Rui Morais.

 

O segundo golo, aquele que veio dar mais acalmia à equipa, aconteceu apenas cinco minutos depois do primeiro. Resultou de um pontapé de canto, apontado no lado direito. O pontapé saiu  rasteiro e Vaz Alves, muito oportuno, antecipou-se a toda a defensiva contrária e atirou para o fundo das redes.

 

Os Serranos controlavam a partida em toda a linha, mas, como seria de prever, a equipa forasteira, a perder por 2-0, teve que abrir a sua frente de ataque. A partir dos trinta minutos criou duas ou três jogadas em rapidez, nem sempre bem gizadas e, sobre o intervalo,  Antero, um dos jogadores mais perigosos do Marinhense,  teve nos pés o golo, valeu Pedro Ferreira, que conseguiu esticar o pé e enviar a bola para canto. Importa dizer que o Unhais, antes,  teve ainda uma boa ocasião. Vaz Alves ganhou a posse da bola à saída da sua área, correu todo o corredor esquerdo e, quando se esperava que fizesse o passe para Cláudio, que corria no lado contrário, embrulhou-se com o esférico e saiu pela linha de fundo.

 

Foi com este resultado que se chegou ao intervalo.

 

Na segunda parte a partida não se alterou muito, as equipas entraram com a mesma disposição, quer em termos de atitude quer em termos de estratégia. No entretanto, aos 56’, num dos lances divididos,  dois jogadores entraram em picardias, logo se juntaram todos os restantes, bem como alguns elementos dos dois bancos, resultando desta embrulhada a expulsão de Brigida e Pedro Emanuel. Os dois conjuntos passaram a jogar com 10 unidades. Em face desta ocorrência, António Real, fez sair Rubem e entrou Tomás. Este foi ocupar o lugar de lateral direito, derivando Rui Morais para a posição de lateral esquerdo. O técnico serrano quis, com esta alteração, equilibrar o seu sector defensivo.

 

Com muito mais espaço para se jogar, as duas equipas passaram a fazê-lo sobre o meio campo, partindo, quando tal era possível, para contra-ataques rápidos, na tentativa de surpreender o adversário. Foi exactamente numa dessas jogadas rápidas que nasceu o 3-0.  Aos 72’, Tomás foi lançado sobre a direita, correu até à linha de fundo, cruzou para Cláudio, este rematou,  o guardião contrário defendeu,  oferecendo o corpo à bola, depois esta foi contra Navarro, que estava ali a um metro da linha de golo entrando a bola, lentamente na baliza.

 

Até final do encontro o Marinhense ainda criou três ocasiões com perigo, todas com Antero como protagonista. Aos 77´ isolou-se e Valezim defendeu com os pés, aos 87’ efectuou um remate à meia volta e a bola esbarrou no poste e aos 93’, já em período de descontos, novo remate, à queima e grande defesa de Valezim.

Dois destes lances aconteceram quando o Unhais jogava apenas com nove unidades, por expulsão de Cláudio, aos 84’, por acumulação de cartões, por ter protestado uma decisão do árbitro do encontro. Uma expulsão completamente desnecessária, visto a equipa estar a vencer por 3-0 e com o jogo controlado. São situações destas que por vezes penalizam todo um trabalho colectivo.

 

O árbitro esteve muito bem.

   

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