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Quinta, 13 Mai 2021
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POL�TICA
CMC APROVA ORÇAMENTO DE 48 MILHÕES
Rádio Cova da Beira
A Câmara Municipal da Covilhã (CMC) aprovou, por maioria, o plano e orçamento para o próximo ano, no valor de 48 milhões de euros. Um montante significativo, mas realista, disse Vítor Pereira. A oposição votou contra: Adolfo Mesquita Nunes entende que se trata de um orçamento ordinário para um ano extraordinário, Carlos Pinto disse que não traz nada de novo.
Por Paula Brito em 30 de Nov de 2020

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48 milhões de euros é um montante “significativo, mas realista”, disse à comunicação social, Vítor Pereira, esta manhã, no final da reunião privada onde os documentos estiveram em discussão. “Não é empolado, não é desfasado, vem exatamente ao encontro destas ideias força que aqui deixo relativamente a realizações para o próximo ano e seguintes”.

 

Segundo o autarca, para além das obras em curso, no âmbito do plano estratégico de desenvolvimento urbano da Covilhã, a requalificação do maior número possível de estradas da rede viária é uma das apostas para o próximo ano, sendo que, das prioridades faz parte a requalificação de todas as entradas no concelho da Covilhã, “porque, existe há muitos anos, uma disparidade muito grande entre a qualidade, a segurança e o conforto nas vias de entrada dos concelhos vizinhos para o concelho da Covilhã”, acrescentando os locais onde irá ser feita uma intervenção. “Estamos a falar, designadamente, junto a Peraboa, que temos ali um T que abrange a entrada do concelho de Belmonte e a do concelho do Fundão, pelo lado da Capinha, estamos a falar das Pedras Lavradas até ao Sobral de S. Miguel, estamos a falar da entrada de Pampilhosa da Serra até à Barroca.”

 

A requalificação e o reajustamento dos parques infantis do concelho, é outra rede onde o município pretende intervir.

 

“Temos no concelho muitos parques infantis que já não são utilizados, vamos fazer uma rearranjo dos parques, criar mais parques, mas também as obras que já referi quer do teatro, quer da incubadora no antigo edifício da PSP, que está a bom ritmo.”

 

A intervenção nos quartéis da GNR de Unhais da Serra, Paul e Tortosendo, a rede de miradouros, a conclusão do pátio dos escuteiros e da ciclovia na cidade, são outras das obras previstas para o próximo ano, bem como o reforço de verbas na área social por forma a dar resposta à situação de pandemia. Uma “almofada” financeira que o autarca não quantificou, mas que será ajustada às circunstâncias.

 

Para o vereador do CDS-PP, Adolfo Mesquita Nunes, trata-se de um plano e orçamento feito de ajustamentos, quando precisava de uma mudança radical face ao atual contexto.

 

“Nós estamos a falar de meras atualizações, de meros acertos, nós precisávamos de um orçamento radicalmente diferente do ano passado, porque a situação que vamos enfrentar este ano é radicalmente distinta, e portanto, perante a maior crise que a nossa economia já viveu, perante uma situação pandémica que era inimaginável há anos, o orçamento não dá qualquer resposta.”

 

O vereador do movimento “De Novo Covilhã”, Carlos Pinto, explicou os dois principais motivos que o levaram a votar contra os documentos.

 

“Este plano é um mero documento técnico que não tem qualquer explanação sobre o que vai ser a vida do concelho no próximo ano, não traz nada de nada, não aponta qualquer caminho, qualquer novidade, qualquer ação, qualquer iniciativa”, por outro lado, o vereador da oposição entende que é um “orçamento preocupante, porque, repare, em 2018 as despesas com o pessoal eram de 7,3 milhões, em 2021 serão de 13,5 milhões”.

 

Com os votos contra dos dois vereadores da oposição, o plano e orçamento da câmara da Covilhã para o próximo ano, no valor de 48 milhões de euros, foi aprovado por maioria, esta manhã, na reunião privada do executivo.      


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