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Sexta, 14 Mai 2021
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SOCIEDADE
“NÃO HÁ MOTIVOS PARA RESPIRAR DE ALIVIO”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que a confederação nacional dos agricultores portugueses avalia o anúncio do acordo alcançado no último conselho europeu sobre as verbas do quadro financeiro plurianual até 2027, a que se juntam os montantes do fundo de recuperação.
Por Nuno Miguel em 30 de Jul de 2020
Em comunicado, a CNA sustenta que este acordo “prejudica severamente a agricultura portuguesa e o direito a uma alimentação de qualidade e proximidade” sublinhando que “não há qualquer motivo para se respirar de alívio”, mas sim adensam-se as preocupações “quanto ao futuro da agricultura e da situação económica e social do país”. 
De acordo com a confederação “a agricultura foi severamente prejudicada pelo arrastar das negociações do fundo de recuperação, tendo perdido metade da dotação inicial proposta, que era de 15 mil milhões de euros”. No caso português “a análise dos valores reais revela perdas de quase 500 milhões de euros ao nível dos pagamentos directos e medidas de mercado e de mais de 300 milhões no pilar do desenvolvimento rural” o que representa uma diminuição na ordem dos cinco por cento.
A CNA sublinha que “são reduções significativas, das quais nada pode vir de bom” e encara com grande apreensão que “este pacote de fundos comunitários contemple a possibilidade de aumento da dívida pública, tendo em conta que uma fatia importante virá sob a forma de empréstimos, somando-se assim a uma dívida já de si asfixiante”. 
Neste comunicado a CNA exige “o reforço do regime da pequena agricultura, dos apoios em zonas desfavorecidas, à organização da produção dos pequenos e médios agricultores, aos circuitos curtos de distribuição, níveis adequados de apoio ao investimento e a definição de critérios que incluam plafonamentos para as grandes explorações”.

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