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SOCIEDADE
IBERSACO: HÁ 3 MESES À ESPERA DE ENERGIA
Rádio Cova da Beira
Há três meses que a Ibersaco, empresa sediada em Penamacor, aguarda pela ligação de um PT que lhe permita ter energia eléctrica no novo pavilhão e começar a laborar com o novo equipamento. Armindo Reis, administrador da Ibersaco, lamenta a burocracia que tem atrasado o arranque de um investimento de dois milhões e meio de euros.
Por Paula Brito em 24 de Aug de 2017

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“Estamos há três meses com burocracias, tem sido uma luta constante de telefonemas, papéis para a frente e para trás, falo do governo e não da câmara municipal que tem sido incansável no apoio, mas as instituições do governo não funcionam, e ainda se desculpam que Agosto é complicado porque está muita gente de férias, toda a gente merece descansar mas têm que se reorganizar para que o país não pare porque vamos todos de férias”.

O empresário espera no próximo mês de Setembro ter o problema resolvido para transferir a fábrica para o novo pavilhão e começar a laborar com o novo equipamento que vai triplicar a produção, que é actualmente de 250 mil sacos por dia “assim que tiver energia no novo pavilhão vamos arrancar com as novas máquinas que adquirimos, passar a actual unidade fabril para o novo pavilhão e vamos começar a reestruturar esta unidade existente para a eventualidade de avançarmos com a elaboração da nossa matéria prima.”

Assim que a transferência estiver concluída a Ibersaco pretende começar a criar condições para arrancar no pavilhão mais antigo com a produção de matéria-prima que importa na sua totalidade “a ideia é produzir ráfia de polipropileno aqui em Penamacor para controlarmos todo o sistema do saco, desde o inicio até ao final, o que permite diminuir os custos, aumentar a qualidade, aumentar a produção e a exportação”. Actualmente a Ibersaco, instalada há cerca de 25 anos em Penamacor, exporta 80% da sua produção para Europa e África e o próximo investimento, “a médio longo prazo” é passar a produzir a matéria prima.

Com as energias canalizadas para as mudanças e para o novo investimento, o empresário, que detém também a Borpil – produtos alimentares, decidiu adiar o projecto de construir uma fábrica de pimentos em Penamacor “já fizemos testes ao pimento nesta zona, tem qualidade e dá produção mas para já com estes investimentos e sem apoio nenhum possivelmente não haverá possibilidade de reabrir agora”.

Para já o grupo está concentrado no novo investimento da Ibersaco que foi realizado sem apoios comunitários por isso é preciso “dar passos seguros” antes de avançar para um novo investimento.  


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