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Terça, 15 Jun 2021
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CULTURA
LENDA DE MONSANTO INSPIRA CONCERTO DA BEIRA INTERIOR
Rádio Cova da Beira
A lenda do cerco ao castelo de Monsanto serve este ano de mote ao concerto da Beira Interior que junta em palco os alunos de todas as escolas que participam na XII edição do festival de música da Beira Interior, patrocinado pela Scutvias. A obra, composta por Luís Cipriano e dirigida pelo maestro Bruno Martins, vai estrear no último dia do festival, a 3 de Junho, no Teatro Municipal da Guarda.
Por Paula Brito em 23 de Feb de 2017
Depois da obra inspirada no livro de Ferreira de Castro “A lã e a neve”, de Vera Cruz, com base no livro de João Morgado sobre Pedro Álvares Cabral, e Viriato também com a assinatura de Luís Cipriano, este ano a lenda de Monsanto foi o tema escolhido por Pinho Martins, que introduziu esta novidade no festival há quatro anos atrás. Na hora da saída do cargo de director geral da Scutvias, Pinho Martins, diz que o facto dos jovens músicos já falarem da orquestra como sendo da Scutvias, já fez valer a pena o festival “e isso é uma coisa que nos deixa muito felizes, porque significa que os alunos se agarraram a nós, isto tem uma componente de responsabilidade social mas tem algo também de emocional”.

O tema foi escolhido por Pinho Martins, o poema é de João Morgado e a composição de Luís Cipriano que se deslocou à aldeia mais portuguesa de Portugal, em Idanha a Nova, para transpor para a pauta a lenda do cerco ao castelo de Monsanto “é a primeira vez que uma obra sinfónica tem adufes, demorou pouco tempo a compor, cerca de três meses, porque fiquei muito entusiasmado, pedi ao João Morgado para fazer o poema, a peça é acessível a nível auditivo, tecnicamente não é assim tão fácil como me tinha proposto porque estamos a falar de alunos e a ideia não é dificultar-lhes a vida mas sim momentos de prazer, mas penso que vai correr bem”.

Monsanto é uma das quatro estreias da edição deste ano do festival de música da Beira Interior. Luís Cipriano vai ainda estrear a miss Brevis n.º 8, uma obra para coro misto e percussão, em latim, inspirada numa leitura que o maestro fez do bispo sul africano Desmond Tuto “ele tem uma frase engraçadíssima que diz que quando chegaram os missionários a África levavam a bíblia nas mãos e os nativos tinham as terras, os missionários pediram-lhes para eles rezarem e fecharam os olhos para rezar, quando abriram os olhos tinham a bíblia nas mãos e os missionários as terras, eu baseei toda a obra nisto, é uma obra contemporânea que vai haver pessoas que vão adorar e outras odiar”. A missa estreia no concerto do dia 22 de Abril, na igreja de Mação, no concerto que a Associação Cultural da Beira Interior partilha com o conservatório de São José da Guarda.

Em todos os concertos haverá uma estreia, também no primeiro, no dia 4 de Março, o professor do conservatório regional de Castelo Branco, Duarte Dinis Silva, estreia o poema sinfónico Misty, a primeira parte deste concerto é assegurada pela Academia de Música e Dança do Fundão que vai levar a Misa Tango de Martin Palmeri ao cine teatro S. Pedro em Abrantes.

Outra das estreias da edição deste ano junta em palco o conservatório de música e a escola profissional de artes da Covilhã que vão levar ao cine teatro avenida, em Castelo Branco, o bailado Alice no país das maravilhas, “vamos unir as duas forças, a escola de dança do conservatório de música e a orquestra sinfónica da escola profissional de artes e vamos fazer um bailado ao vivo, que é sempre um projecto arrojado, ambicioso e que dá uma grande experiência na formação dos alunos porque não é todos os dias que uma escola consegue realizar um espectáculo desta envergadura”, explica Carlos Salazar, director do conservatório da Covilhã e da Epabi sobre o bailado que vai subir ao palco do cine teatro avenida em Castelo Branco no dia 6 de Maio, às 21h 30m.

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