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Sexta, 25 Jun 2021
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POL�TICA
SANTANA DEFENDE CIRCULOS UNINOMINAIS
Rádio Cova da Beira
Pedro Santana Lopes defende uma reforma profunda do sistema eleitoral Português. A ideia deixada pelo ex primeiro ministro no encerramento da universidade da Juventude Popular que decorreu na Covilhã no último fim de semana.
Por Nuno Miguel em 26 de Nov de 2014

O actual provedor da santa casa da misericórdia de Lisboa refere que um dos motivos que leva os cidadãos a descrer dos políticos reside na forma como são eleitos os deputados e defende por isso a adopção de um modelo de círculos uninominais “só assim é que eu acho que as pessoas se podem afeiçoar mais ao que se passa na vida política; por exemplo aqui na Covilhã saber-se ao certo quem é o deputado que representa um determinado circulo; hoje em dia os deputados são escolhidos proporcionalmente por lista e nomeadamente nos maiores círculos, como Lisboa e Porto, é eleita uma data de gente à boleia do líder que muita gente nem sequer conhece e por isso é melhor que se criem pequenos círculos no país todo e que cada circulo só eleja um deputado”.

Para além dessa modificação, Pedro Santana Lopes defende ainda que o parlamento deveria ter uma câmara alta e uma câmara baixa à semelhança do que sucede noutras democracias da Europa “um defendo uma câmara alta e uma câmara baixa; a generalidade das democracias Europeias e até algumas monarquias como a Espanha, ou a Itália, ou a Alemanha tem um senado e nós não temos por causa do regime que vigorou antes do 25 de Abril que tinha uma câmara alta chamada corporativa e infelizmente por algum complexo democrático nós não temos”.

O antigo primeiro ministro considera que o sistema político em Portugal deve ser refundado do ponto de vista ético para evitar outro dos factores que mais contribui para o afastamento das pessoas da vida pública; o não cumprimento das promessas eleitorais “primeiro faz-se a promessa às pessoas e depois arranja-se uma coisa qualquer para não cumprir aquilo que se prometeu; isso já aconteceu quer com governos do PSD com ou sem coligação mas também em governos do PS e eu pessoalmente não tenho dúvidas que esse é um dos factores que mais contribui para a descredibilização da política”.


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