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CULTURA
“A REVOLTA DOS SOLDADOS”
Rádio Cova da Beira
É este o título do mais recente livro de José António Pinho que vai ser apresentado publicamente no próximo domingo no antigo quartel de Penamacor.
Por Nuno Miguel em 25 de Apr de 2014

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Nos livros publicados até agora, José António Pinho já relatou a sua prisão pela PIDE, as detenções nos fortes de Peniche e de Caxias e o seu ingresso no serviço militar. Em declarações à RCB o autor sublinha que este novo livro “conta a história da minha entrada na companhia disciplinar de Penamacor, devido a acontecimentos que ocorreram no Entroncamento onde estava a cumprir o serviço militar, e determinaram a minha transferência por motivos políticos, depois com a minha passagem para o presidio militar de Viseu e depois a transferência para o forte de Elvas; é um livro simples onde procuro contar a unidade que houve em tempos difíceis e tirar as lições desse tempo para agora”.

Nos próximos meses José António Pinho espera fazer chegar aos escaparates um outro trabalho, onde esse percurso de combatente ao fascismo continua a ser recordado “chama-se «vila vermelha» e onde vou tentar contar a história de vários operários, meus camaradas, que foram presos em finais de 63 no Tortosendo e na Covilhã; tenho já depoimentos deles para que as pessoas possam compreender o que era a sociedade antes do 25 de Abril, como os operários viviam e lutavam e isso é uma homenagem que vou tentar fazer”.

Passados quarenta anos sobre a revolução, José António Pinho mostra-se muito desiludido com a realidade actual do país “o povo Português devia ir a Lisboa, de forma ordeira e pacífica, cercar o parlamento, dissolver o governo e pedir eleições novas porque quem nos governa está a fazê-lo duma forma ilegítima porque enganou o povo; este governo e alguns dos seus principais dirigentes como Cavaco Silva ou Passos Coelho devia ser levados a um tribunal dos direitos da humanidade porque aquilo que estão a fazer é um verdadeiro genocídio porque há pessoas que estão a morrer de fome ou porque não compram os medicamentos porque não tem dinheiro”.


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