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ARCO PROMOVE CONVERSAS COM ...
Rádio Cova da Beira
Joaquim Moreira, um filho da Orca, radicado no Barreiro, assumiu de novo, cerca de 20 anos depois, a presidência da ARCO – Associação Recreativa e Cultural da Orca e como primeira grande iniciativa levou a efeitos as “ Conversas com…”, neste caso, com Paulo Bento, selecionador nacional, João Vieira Pinto, dirigente da FPF, Leonel Pontes, membro da equipa técnica nacional e Carlos Rias jornalista
Por José Joaquim Ribeiro em 17 de Mar de 2014

Por se tratar de um evento de grande importância para o próprio concelho do Fundão, também estiveram presentes o Presidente Paulo Fernandes e o Vice-Presidente Miguel Gavinhos da autarquia fundanense, para além de muitos outros agentes ligados ao futebol do distrito, nomeadamente o Presidente da AFCB,  Manuel Candeias e do Conselho de Arbitragem da mesma associação, Ricardo Alexandre.

Os quatro convidados da ARCO foram unanimes em valorizarem este tipo de iniciativas e todos eles abordaram a questão da seleção nacional que em Junho lá vai estar no Mundial do Brasil.

Paulo Bento abordou a questão relacionada com o facto de atualmente não  ter muitas soluções para a frente de ataque da seleção, mas lembrou, em primeiro lugar que ainda faltam dois meses e em segundo lugar que Portugal consegue sempre ultrapassar estas questões, como o fez na fase de apuramento e fase final do europeu de Inglaterra quando a solução, à falta de ponta de lança, passou por uma dupla constituída por João Pinto e Sá Pinto.  Garantiu que Cristiano Ronaldo não irá ser ponta de lança, a menos que as exigências da própria equipa, no decorrer dos jogos,  assim o determinem.

Sobre o grupo de Portugal, Paulo Bento considera que é um grupo equilibrado embora reconheça que na opinião de muita gente seja atribuído o favoritismo à Alemanha. Paulo Bento traçou como objetivo para o mundial a passagem aos 1/8 de final e depois tentar ultrapassar os adversários que lhe possam calhar em sorte.

Quando foi questionado sobre a arbitragem, Paulo Bento começou por admiti que não tem conhecimento da forma como os árbitros trabalham durante a semana e se estes  têm o cuidado de se preparar para os jogos que vão dirigir. Lembrou que Portugal tem o melhor jogador do Mundo, um dos melhores treinadores do mundo, o melhor empresário de jogadores e teve um árbitro que dirigiu recentemente a final da Liga dos Campeões e a final do campeonato da europa, por isso, também um dos melhores, mas advertiu:  não se iludam, para que possam ser melhores é necessário que a evolução seja permanente. Acha  que os árbitros portugueses, que são tão bons como os melhores da europa, deviam apitar em Portugal como o fazem nas competições internacionais.

Sobre as escolhas, Paulo Bento reafirmou que a seleção não é um espaço fechado, mas os atletas que passaram pelas diferentes seleções  da formação estarão mais habilitados e dão mais garantias para podem ser as suas escolhas. Disse não se sentir preocupado com  eventuais criticas que possam ser feitas sobre as suas opções.

João Vieira Pinto, dirigente federativo, quando questionado sobre a diferença de ser jogador e agora dirigente, respondeu que, enquanto jogador a preocupação será apenas a de se preparar para poder jogar, como dirigente as preocupações são imensas, ao nível da logística,  da organização e da preparação das condições ótimas para que nada falte aos jogadores da seleção.

Leonel Pontes destacou o trabalho das seleções jovens e da importância que esses jovens passam a ter para a seleção principal, quando bem acompanhados. Lembrou que o futebol é uma paixão e os jovens, de todos os cantos do país, podem sonhar e devem sonhar em chegar a grandes patamares do futebol nacional. Lembrou que a prática desportiva é um caminho de excelência para retirar os jovens de caminhos que nem sempre são os melhores.


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