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Quarta, 12 Mai 2021
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SOCIEDADE
ESART SOFRE DERRAPAGEM NO TEMPO
Rádio Cova da Beira
A nova Escola Superior de Artes (ESART) do Instituto Politécnico de Castelo Branco só deverá abrir no arranque do próximo ano lectivo. Um atraso de mais de meio ano em relação ao prazo inicialmente previsto, e que fica a dever-se exclusivamente "à execução física da obra".
Por Paula Brito em 09 de Oct de 2013

Segundo Carlos Maia, a obra deveria estar pronta este mês de Outubro "mas houve uma derrapagem, negociámos com o empreiteiro e antes de Fevereiro, Março, a obra não estará concluída". O bloco pedagógico da Esart tem um custo de cinco milhões de euros, comparticipado em 70% por fundos comunitários e o restante pela câmara de Castelo Branco "não há qualquer problema com o financiamento, estamos a cumprir escrupulosamente", garante o presidente do IPCB. A nova escola está a ser construída no campus da Talagueira, junto às escolas superiores de saúde e de tecnologia e deverá abrir portas dentro de um ano "em princípio iremos começar o ano lectivo 2014/2015 nas novas instalações".

Terminada a terceira fase de acesso ao ensino superior, o IPCB tem mais de 70% das vagas preenchidas "temos à volta de 73% das vagas ocupadas, há politécnicos e universidades em pior situação, mas o que é aqui preocupante é que cada vez menos portugueses estão a ter acesso à qualificação superior, e isso é mais gritante no interior do país também pela assimetria que se tem verificado: 53% das vagas estão em Lisboa, Porto e Coimbra e acho extraordinário como é que dizem que o excesso está no interior, só em Lisboa há 10 instituições de ensino superior públicas".

Carlos Maia lamenta ainda os cortes sofridos pelo ensino superior que, nos últimos quatro anos, foram superiores a 35% "se o corte fosse aplicado a todos os sectores da sociedade portuguesa o país tinha hoje um superávit em vez de ter um défice, foi dos sectores mais penalizados, quando está provado que não há má gestão nas instituições de ensino superior".

Apesar da necessidade de aumentar as receitas, o Instituto Politécnico de Castelo Branco não vai alterar, este ano lectivo, o valor da propina


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