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POL�TICA
IDANHA A NOVA: HORA DE BALAN?O
Ao fim de 10 anos ? frente da c?mara de Idanha a Nova, ?lvaro Rocha diz que a ?rea social foi a grande aposta da ?ltima d?cada e a agricultura o calcanhar de Aquiles. O futuro do concelho, segundo o autarca, passa pelo turismo.
Por Paula Brito em 13 de Jun de 2011

Triplicou o número de lares construídos na última década no concelho de Idanha a Nova. Em entrevista ao programa “Flagrante Directo” da RCB, Álvaro Rocha diz que a grande aposta dos seus mandatos foi na área social "quando aqui cheguei tínhamos 2 lares, ao fim de 10 anos estamos a construir o sétimo e oitavo lares". Os dois lares que faltam para completar a rede em todo o concelho são: o lar e hospital de rectaguarda que a santa casa da misericórdia está a construir em Idanha a Nova. Um investimento de 3 milhões de euros que será apoiado em 750 mil pela autarquia, e o lar do Rosmaninhal, cujas obras já começaram.

Engenheiro agrónomo e agricultor, Álvaro Rocha candidatou-se pela primeira vez em 2001 utilizando como emblema a massaroca e nela simbolizar o impulso que pretendia dar a um sector importante para o desenvolvimento do concelho. Passados 10 anos, o autarca admite que a situação da agricultura piorou, sobretudo devido ao fim da produção do tabaco "não estamos melhor em termos agrícolas, pelo contrário, o tabaco, que era a cultura mais importante do concelho, desapareceu". Segundo Álvaro Rocha só agora estão desbloqueados projectos essenciais para a agricultura do concelho. É o caso do centro algroalimentar do Ladoeiro que está em construção na antiga fábrica da Saipol e as hortas de Idanha que irão permitir criar, nos 600 hectares da Herdade do Couto da Várzea, um projecto inovador no país - uma incubadora de empresas de base rural. Dois projectos que o autarca espera venham dar um novo impulso à agricultura em Idanha a Nova. 

Mas a área de futuro do concelho é o turismo. O concelho triplicou o número de unidades hoteleiras na última década e hoje é já o segundo concelho do distrito, a seguir à Covilhã, com maior número de camas "segundo as estatísticas cada cama corresponde a 1,3 trabalhadores o que significa que esta é já a maior indústria do concelho". A prová-lo está também o número de turistas que visitam os diferentes pontos de atracção turística do concelho "para ter uma ideia, nos 3 dias de Páscoa, a aldeia histórica de Monsanto, foi visitada por 10 mil pessoas.".

No concelho mais envelhecido do país, a desertificação é um processo "irreversível" mas Idanha, segundo Álvaro Rocha, conta "com os que cá não estão".

 


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