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Quinta, 27 Fev 2020
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UBI
CIMD Cabecalho
DESPORTO
BENFICA E C. BRANCO 2 CALDAS 0
Foi bom o in?cio de campeonato para a equipa de Nuno Fonseca. N?o tanto pela exibi??o, que teve como ? l?gico alguns altos e baixos, mas sim pelo resultado que, para al?m de moralizador, era de grande import?ncia. Come?ar bem, ? sempre bom ?
Por Jo√£o Perquilhas em 25 de Aug de 2008
No período inicial o futebol praticado por ambos os conjuntos foi feito aos repelões, com muita luta a meio campo e os lances de perigo junto das áreas eram uma raridade. Aos 14 minutos uma perda de bola infantil por parte de Ivo Vale quase dava golo para o Caldas e só em cima da meia hora o Benfica respondeu e por pouco não marcava. Miguel Vaz, de livre, deixou a bola ao alcance de João Fazenda, mas este, bem enquadrado com a baliza, desperdiçou acertando nas ´´orelhas`` da bola. À passagem da meia hora, Hélder Cruz com uma defesa complicada evitou que Pidocha inaugurasse o marcador e isso terá servido de aviso aos donos do terreno, que acertaram marcações e passaram então a acercar-se mais da baliza contrária.

Nos cinco minutos finais da primeira metade os da casa ganharam mesmo supremacia, mas o golo que tanto desejavam, não seria alcançado. Miguel Vaz, de meia distancia tentou surpreender o guardião forasteiro, mas o remate acabou por sair um tudo-nada alto, e a três minutos do intervalo seria Tiago Marques em acção individual a tentar o golo, mas Miglleti com um corte providencial, evitou-o.

Para a segunda metade a equipa do Caldas apareceu mais balanceada no ataque, e cedo começou a criar perigo para as redes de Hélder Cruz, e este seria fundamental no conservar do nulo, ao defender por instinto, um remate enrolado do irrequieto Miguel Andrade. Pouco depois a bola acabaria mesmo por entrar na baliza albicastrense, mas o lance seria (bem) anulado, por posição irregular de André Jesus. Era preciso fazer algo para inverter as coisas e Nuno Fonseca mexeu no xadrez, substituindo o esgotado Ivo Vale por Francisco Pires, ao mesmo tempo que fazia Miguel Vaz ocupar terrenos mais centrais. Esta alteração táctica terá sido fundamental para o que se passou a partir de então, visto que, os donos do terreno passavam agora a ter muito mais posse e circulação de bola.

E este domínio, agora visível, mais importante se tornou a partir dos 63 minutos, altura em que Ricardo António subiu até à área contrária, e aí fez o primeiro golo da temporada, dando o melhor seguimento a mais um livre apontado pelo experiente Miguel Vaz. Este golo deu estabilidade aos albicastrenses e estes não mais voltariam a perder o comando do jogo, pese embora a boa réplica contrária. A desvantagem dos forasteiros obrigou-os a abrir espaços por onde os da casa procuravam o contra ataque e seria num desses lances que o Benfica garantiria os três pontos, alcançando o tento da tranquilidade. Daniel Fernandes ganhou no miolo e de imediato lançou João Fazenda, que isolado na área contrária, seria rasteirado por Ricardo. Penalty indiscutível que Miguel Vaz transformou da melhor forma, enviando a bola para um lado e o guarda-redes para o outro, quando faltavam jogar apenas mais três minutos do tempo regulamentar.

Foi o xeque-mate para a equipa do Caldas, que deixou boa imagem nesta primeira jornada do campeonato. Por seu lado, o Benfica sabe das limitações que tem e por isso procura ainda reforçar-se com mais um dois jogadores que tragam mais valias ao conjunto. Mas, é justo que se diga que a vitória encarnada foi inteiramente merecida.

A arbitragem de Paulo Paiva foi de bom nível.

 

 


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