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Domingo, 15 Set 2019
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DESPORTO
SP. COVILH? MANT?M-SE NA LIGA HONRA
Foi no ?ltimo minuto do per?odo de compensa??es que os jogadores serranos deram a alegria que os s?cios tanto ansiaram e tanto desejaram. Milton, com um remate impar?vel, fez o golo da vit?ria e que permitiu a desejada manuten??o na Liga de Honra.
Por José Joaquim Ribeiro em 29 de May de 2011
Foi sofrer, sofrer até mais não. Os sócios do Sporting tiveram que sofrer até ao último minuto da última jornada da Liga de Honra.

O Varzim, clube que lutava pelo mesmo objectivo, tinha marcado em Oliveira de Azeméis, aos 80 minutos, por Gonçalo Graça e esse golo permitia aos poveiros ficar na Liga de Honra se o resultado na Covilhã não se alterasse. A partir daqui restavam 10 minutos mais aqueles que o árbitro desse de compensações para evitar a descida. Foram 13 minutos de grande sofrimento. Quando já se entrava no 4º e último minuto do período de compensações Bruno Severino marcou um livre que levava o selo de golo, negado, com uma espantosa defesa, pelo guardião Rui Faria, na sequência do canto que se seguiu, Milton, com um remate imparável atirou para o fundo das redes, para loucura de todos quantos estavam no complexo Desportivo afectos aos leões da Serra.

O jogo teve mais emoção do que qualidade. Era natural que assim fosse visto estar em jogo a permanência de uma das equipas, o Sporting da Covilhã. Para o Desportivo das Aves, este era um jogo para cumprir e fazer os possíveis para saírem do campeonato com dignidade, foi o que tentaram fazer. mas o Sporting mostrou que tinha todas as condições para não ter que passar por estas aflições. O Sporting foi melhor que o adversário e mereceu o prémio da vitória.


Naturalmente, o Sporting da Covilhã teve que assumir o jogo, embora o fizesse de modo a não ser surpreendido pelo seu adversário. Criou mais lances ofensivos e até chegou a introduzir a bola na baliza de Rui Faria, aos 15’, mas o lance foi anulado por posição irregular de Vouho. O mesmo jogador, aos 48’, ficou na cara do guardião dos Aves mas não teve a arte para o desfeitear. Uma perdida incrível. Poucos minutos depois também os forasteiros tiveram ocasião para marcar, valeu Serginho que negou o golo a Tó Zé Marreco. A maior pressão dos serranos sobre a baliza do Aves acentuou-se quando se soube do golo do Varzim e que culminou com o golo do herói do jogo: Milton.  O Sporting foi melhor que o adversário e mereceu o prémio da vitória.

Concluída a época, garantida a manutenção, a pergunta que se coloca é esta: Seria necessário tanto sofrimento?

É certo que o clube passou por um período eleitoral, que não ajuda mesmo nada a estabilizar o grupo de trabalho; passou por algumas convulsões internas que apenas contribuem para desestabilizar, mas estes factos podiam ser, perfeitamente, compensados pelo rigoroso cumprimento que a direcção leonina sempre considerou fundamental nas obrigações para com os seus profissionais.

Na nossa opinião, o Sporting da Covilhã tem um plantel equilibrado, com jogadores experientes e alguns jovens de reconhecido valor e por isso não devia ter passado por tudo aquilo por que passou. Provou-se, nesta recta final do campeonato que, quando foi necessário introduzir garra e determinação a equipa respondeu positivamente, no entanto o problema estava lá. O problema era o clube estar com um deficit muito acentuado de pontos, que não conquistou por razões diversas. Este facto podia ter sido fatal.

Concluída a época e garantida a manutenção, agora é fundamental que os dirigentes serranos se ocupem da preparação da próxima de modo a não terem que passar por este tipo de aflições.


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