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Terça, 23 Jul 2019
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POL√ćTICA
AMC: CONTA DE GER?NCIA APROVADA
N?meros da d?vida da c?mara da Covilh? n?o coincidem entre a maioria e a oposi??o. O tema esteve em destaque na ?ltima reuni?o da assembleia municipal onde foram aprovados por maioria os documentos referentes ? conta de ger?ncia de 2010.
Por Nuno Miguel em 25 de May de 2011

Na apresentação dos documentos, o pelouro das finanças na autarquia, refere que "o valor da dívida é de 76 milhões de euros mas a câmara da Covilhã a ser credora de 13 milhões do governo e de fundos comunitários". Luís Barreiros destaca que "desde 1998 o valor patrimonial da câmara subiu de forma considerável e não podemos esqueçcer a aposta feita na área da habitação social, que outros municípios não fizeram, e que teve ser um factor a ter em conta nesta análise".

Números que não coincidem com os apresentados pela CDU. Marco Gabriel refere que "´se forem contabilizados os valores do passívo de algumas empresas municípais ou onde a câmara tem participação chegamos à conclusão que o passivo ronda os 100 milhões de euros". O deputado da CDU acrescenta ainda que "nenhuma das grandes obras previstas para 2010 foi concretizada como por exemplo o teatro municipal, a pista de esqui urbano ou a construção do novo mercado".

Embora assinale uma diminuição da dívida, a bancada do PS também refere que o passivo ronda os 100 milhões de euros.Carlos Casteleiro destaca ainda os baixos índices da taxa de execução "que não chegaram aos 20 por cento; um facto que se torna ainda mais preocupante quando não se sabe qual é a estratégia de futuro para que o nosso concelho seja mais justo e solidário"

A falta de apoio às colectividades é outro dos temas que preocupa o PS. Carlos Pinto rejeita essas críticas e garante que "desde 1998 a câmara já investiu cerca de 19 milhões de euros nessa área". O autarca covilhanense não perdeu a oportunidade para lamentar as declarações de Carlos Casteleiro que, enquanto presidente da mutualista covilhanense, veio recentemente queixar-se de falta de apoio da câmara da Covilhã "a que título é que podemos apoiar uma associação que dá lucro? não me parece ser uma situação muito razoável e o senhor tem que se esclarecer sobre isso uma vez que não podemos vir falar em endividamento e depois pedir mais apoios".

Carlos Casteleiro garante que a mutualista covilhanense não está a dar lucro e garante que "apenas tem desenvolvido uma gestão equilibrada o que não teve durante muitos anos no passado em que foi gerida por algumas pessoas que hoje até representam a câmara e em que se acumulavam défices".

Na análise às contas da autarquia, Carlos Pinto prefere sublinhar o aumento do património que se verificou nos últimos 12 anos "passamos de 100 milhões para mais de 300 milhões e isso enche-nos de orgulho até porque não podemos esquecer que parte da dívida que temos já foi herdada de antigas câmaras socialistas".


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