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SOCIEDADE
AMC: SESS?O EXTRAORDIN?RIA DO 25 DE ABRIL
A dif?cil situa??o financeira que Portugal est? a atravessar foi a t?nica dominante da sess?o solene comemorativa dos 37 anos da "revolu??o dos cravos" na Covilh?.
Por Nuno Miguel em 25 de Apr de 2011

Isilda Barata, eleita do CDS/PP considera que "chegou a hora de definir um novo projecto para o país em que os ideais de Abril sejam recuperados para que Portugal possa ultrapassar com êxito a conjuntura de crise em que está mergulhado".

Também José Reis, eleito do Bloco de Esquerda, entende que Portugal precisa duma alternativa regeneradora assente em 2 pilares "por um lado precisa duma regionalização critica, colocando os centros de decisão mais perto das populações e, por outro lado, duma democracia participativa em que todos os cidadãos se envolvam na vida da sociedade".

Uma tónica que também dominou o discurso da bancada da CDU. No entanto Vítor Reis Silva teceu também algumas críticas ao executivo covilhanense a propósito de não ter delineado nenhum programa especifico para comemorar os 37 anos da revolução dos cravos "trata-se duma situação lamentável uma vez que nunca tal aconteceu no passado; o significado desta data merecia que ela fosse assinalada com um programa especifico que fosse além da sessão solene da assembleia municipal". 

Nélson Silva, da bancada do PS, para além de defender a reestruturação do regime político, considera que a Covilhã não está preparada da melhor forma para responder aos desafios do futuro "precisamos de criar condições para aqui fixar mais populações e mais investimentos pois só dessa forma a Covilhã estará preparada para enfrentar os desafios duma sociedade em constante mudança".

Críticas rejeitadas pela bancada do PSD. Bernardino Gata refere que a Covilhã "fez o seu trabalho de casa, tem conseguido captar novos investimentos, tem conseguido apoiar socialmente quem mais precisa e é por isso uma cidade que tem sabido responder aos desafios". 

Já presidente da assembleia municipal considera que dos 3 “D” propostos pelo 25 de Abril, 2 já estão concretizados; a democracia e a descolonização. Quanto ao “D” de desenvolvimento, Carlos Abreu, lamenta que o governo esteja a travar vários projectos nesse sentido ao concelho da Covilhã "como por exemplo a não construção da nova barragem das Penhas da Saúde e também a colocação de portagens na A 23 que vai ser mais um entrave ao desenvolvimento da nossa região".

Já o presidente da câmara municipal  considera que 37 anos depois da “revolução dos cravos” a autonomia do poder local pode estar em risco. Carlos Pinto lamenta que "o poder local esteja a ser chamado a pagar os erros cometidos pelos níveis superiores da administração pública e em que o investimento público é pensado para servir as empresas do regime e não os objectivos profundos do país".

O autarca covilhanense entende que Portugal precisa de reformar o seu sistema político, deixando críticas à forma como todos os partidos estão a promover a escolha dos seus representantes e defende novamente a extinção do cargo dos governadores civis.


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