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Quinta, 19 Set 2019
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DESPORTO
ATALAIA E PENAMACOR EMPATAM
Na Atalaia do Campo a equipa da casa foi aquela que mais fez para ganhar o jogo, como ali?s, seria previs?vel. Jogava em casa e tinha desvantagem na tabela classificativa. Para conseguir equilibrar a classifica??o tinha que jogar tudo nesta partida.
Por José Joaquim Ribeiro em 27 de Mar de 2011
Foi por isso que os comandados de Trindade entraram a todo o gás no jogo, criando logo nos minutos iniciais condições de chegar ao golo. Aos três minutos já tinham posto à prova o guarda-redes Oleh em duas ocasiões e tinham colocado a defensiva da ADEP em polvorosa.

O primeiro golo acabou por ser o corolário do ascendente que a Atalaia estava a exercer sobre o seu adversário. Estavam decorridos 9 minutos, num pontapé de canto batido por Ricardo Morais, o central Caio, saltou mais alto que a defensiva da ADEP e colocou a equipa do concelho do Fundão em vantagem no marcador. Mas os comandados de Trindade não baixaram as linhas nem baixaram o ritmo de jogo. Continuaram a pressionar e continuaram a criar situações para ampliar o marcador. Três minutos depois do primeiro golo, podiam ter chegado ao 2-0, num lance em que Ucha escorrega na hora de finalizar, com a baliza completamente escancarada, quatro minutos depois foi Cláudio a ganhar espaço na área e remata para o poste contrário de Oleh, proporcionado mais uma excelente intervenção ao guardião de Penamacor, poucos minutos depois o mesmo Cláudio tira dois adversários do caminho, oferece o golo a André Cunha mas este embrulhou-se com o seu colega Ricardo Morais e desperdiçam mais uma boa ocasião.

Tudo isto acontecia sem que a ADEP esboçasse qualquer tipo de reacção. O lance com algum perigo que os penamacorenses criaram foi aos 25, e resulta de num lançamento de linha lateral, com Pedro Silveiro a tentar com um pontapé de bicicleta surpreender o guarda-redes Paulo Valezim. Mesmo neste caso a bola acabou por esbarrar nas costas de um adversário não chegando a importunar o guardião da casa.

Aos 30 minutos a Atalaia conseguia, finalmente, chegar ao segundo golo, de novo na sequência de um pontapé de canto, agora no lado contrário, com Ricardo Morais a colocar a bola ao primeiro poste onde apareceu Janilson, o outro central da equipa, a finalizar com sucesso. Este golo colocava alguma justiça ao que até ali se tinha passado no jogo.

Mesmo a perder por 2-0 não se notava qualquer tipo de reacção da ADEP. A equipa continuava encolhida, com poucas ideias e a dar espaços ao adversário, no entanto, num lance completamente fortuito, a equipa de Hugo Andriaça, iria reduzir o marcador, aos 33’, por intermédio de Graça, ao converter uma grande penalidade que André Cunha cometeu ao interceptar com o braço um cruzamento de Vasco. Com a obtenção deste golo a equipa de Penamacor cresceu muito, equilibrou a partida e podia mesmo ter chegado à igualdade num lance em que Cristoph correu pelo seu corredor, ganhou a linha e colocou ao primeiro poste onde apareceu Manoel a rematar de primeira, ligeiramente por cima da baliza de Valezim. Foi a primeira jogada com principio meio e fim da ADEP e que só não deu golo por manifesta falta de pontaria do seu avançado.

Na segunda parte a equipa da casa voltou a entrar melhor, mas a fluidez de jogo já não se assemelhava em nada ao que tinha praticado na primeira parte.

A ADEP, jogou no erro do adversário e foi feliz numa desatenção de Gonçalo e Garcia. O primeiro quis sair a jogar, tentou a tabelinha com Garcia, este tentou a devolução com um toque de calcanhar que não surtiu e acabou por ser aproveitado por Cristophe que foi à linha cruzar para a cabeça de Ricardo Costa que, sem marcação, fez um golo fácil e restabelecia a igualdade no marcador.

Após o golo da igualdade as duas equipas juntaram as linhas e passamos a assistir a um jogo muito compacto, com os vinte jogadores a jogarem num espaço muito reduzido do terreno, já de si curto. Durante cerca de 20 minutos mais parecia um jogo de matraquilhos, como alguém bem próximo de nós definiu o que se passava no terreno de jogo.

Só aos 33 minutos houve perigo para as duas balizas, primeiro por Ruben que proporcionou mais uma grande defesa a Oleh e na resposta Cristophe, um dos jogadores mais activos da ADEP, provavelmente por estar a comemorar mais um aniversário, conduziu um contra-ataque, de três para dois e na hora de optar, preferiu o remate cruzado, que saiu muito próximo do poste da baliza de Valezim.

Nos últimos 10 minutos a Atalaia voltou a ficar por cima no jogo, remeteu a ADEP para o seu meio campo e, aos 43 minutos podia ter chegado ao golo que lhe daria a vitória num lance que teve como protagonistas André Cunha e Bruno Correia. O primeiro cruzou da direita e o segundo, ao segundo poste, respondeu com um potente remate de cabeça, defendido, de forma espectacular, por Oleh. Foi uma defesa decisiva e que permitiu a divisão de pontos, entre as duas mais categorizadas equipas desta Liga Covifil.

O resultado mais justo seria, sem duvida, a vitória da equipa da casa, contudo, pelo excelente trabalho de Oleh, o empate acaba por ser aceitar. Naturalmente, o resultado final interessou muito mais à equipa de Penamacor que, deste modo, manteve a distância que o separa da Atalaia do Campo.

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