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Sexta, 19 Out 2018
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SOCIEDADE
BASTONÁRIA PREOCUPADA
Maria Augusta Sousa confessa estar apreensiva com o problema da falta de médicos na zona norte do distrito de Castelo Branco. A bastonária da ordem dos enfermeiros está a realizar uma visita de 2 dias à região no âmbito de um périplo que está a efectuar em todo o país.
Por Nuno Miguel em 22 de Feb de 2011
Para Maria Augusta Sousa "esta é uma preocuipação de todo o país, não é apenas desta região; no entanto os responsáveis do ACES da Cova da beira estão preocupados e eu também uma vez que actualmente num médico para cada 2100 utentes quando os rácios definidos estabelecem que a cada médico devem estar afectos 1400 utentes".

Para a bastonária da ordem dos enfermeiros "esta questão só pode ser ultrapassada com uma nova política de distribuição dos recursos humanos pois o país não é só o litoral e não se pode manter o actual estado de coisas onde há excesso de recursos num lado e falta deles no interior; por isso temos que saber criar um modelo de rotatividade e de maior cuidado na distribuição dos profissionais mas esse caminho não é fácil".

Na chegada ao distrito de Castelo Branco, Maria Augusta Sousa tinha à sua espera os presidentes das juntas de freguesia de Unhais da Serra e de Aldeia de São Francisco de Assis que também manifestaram a sua apreensão quanto à falta de profissionais de saúde. A bastonária da ordem dos enfermeiros considera que "também as autarquias podem desempenhar um papel importante na reorganização da rede de cuidados de saúde; como por exemplo no encontrar de soluções na área dos transportes para evitar que os doentes que necessitam de se deslocar para uma consulta médica não sejam obrigados a passar todo o dia fora de casa".

Ao nível do centro hospitalar da Cova a Beira também existiram alguns casos de médicos que passaram à situação de aposentação. No entanto o presidente do conselho de administração daquela unidade de saúde, João Casteleiro, refere que a situação não é tão preocupante como acontece ao nível dos cuidados primários "tivémos 1 ou 2 casos de médicos que se aposentaram; eu próprio convenci alguns a não o fazerem pois entendo que como o nosso período de formação é muito longo e começamos a trabalhar mais tarde, também devemos estar em actividade durante mais alguns anos".


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