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Sexta, 15 Dez 2017
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DESPORTO
ATALAIA-1 PEDRÓGÃO S.PEDRO-0
A Atalaia do Campo marcou quase ao cair do pano, conquistando justamente os três pontos em disputa. A turma de Alexandre Gaspar levava a lição bem estudada, conseguindo defender com critério e espreitar o contra ataque como arma a explorar, mas a persistência local acabou por ser premiada com o golo obtido por Carlitos, em cima do minuto 90.
Por João Perquilhas em 20 de Feb de 2011

Num jogo em que as equipas se encaixaram muito bem uma na outra, coube sempre aos da casa arcar com as despesas ofensivas. Não se pense contudo que o Pedrógão se limitou a defender, apesar das limitações em termos de plantel disponível.

Os pupilos de Trindade mostraram-se mais empreendedores ofensivamente, mas a finalização pecou sempre pela má direcção dos muitos remates efectuados, enquanto que, a formação forasteira, actuando em contra ataque, espreitava o erro adversário e a possibilidade de uma transição rápida surtir efeito. Valezim e Tiago eram dois guarda-redes mais atentos que solicitados, e quando a tal foram obrigados, fizeram-no com total segurança., pelo que, o nulo ao intervalo se justificava.

Para a segunda metade o Pedrógão pareceu querer dar maior profundidade ao seu jogo ofensivo, mas a primeira situação de golo apareceu precisamente na sua baliza. Aos 53`, André Cunha com um cruzamento tenso solicitou a emenda de Ucha à boca da baliza, mas este chegou ligeiramente atrasado e a oportunidade gorou-se.

A resposta demorou uma dezena de minutos, com Roque, de livre directo, a obrigar Valezim a boa defesa para canto.

Nesta fase do jogo não havia claramente uma equipa superior à outra. O equilíbrio era evidente e só nos 15 minutos finais os da casa intensificaram a pressão que começou a causar brechas na defensiva forasteira.

Fruto disso, Ruben interceptou um mau passe de Caronho à saída do seu meio campo, galgou terreno e isolou-se, mas a corajosa saída do guardião Tiago, que deu o corpo ao esférico, evitou o golo.

Aos 84` Tiago voltou a mostrar-se determinante na manutenção do nulo, conseguindo deter duas recargas consecutivas desferidas no interior da sua área, e assim anulou uma vez mais os propósitos caseiros em busca do golo.

João Sousa a cinco dos noventa cabeceou colocado para defesa atenta de Valezim, mas em cima do tempo regulamentar a Atalaia chegava ao golo que lhe daria a vitória.

Foi um lance de insistência ofensiva, com André Cunha a cruzar da direita, para Caronho efectuar um corte incompleto, e a bola acabou por sobrar para Carlitos encher o pé e conduzir aos festejos no 23 de Maio.

Foi, enfim, um golo merecido, pela maior preponderância ofensiva que o conjunto de Trindade revelou ao longo de todo o encontro, perante um Pedrógão que acabou por claudicar quando já poucos o esperavam.

A arbitragem de Bruno Nave não interferiu minimamente no desenrolar do encontro. Bem no aspecto técnico, errou disciplinarmente, quanto a nós, na amostragem da segunda cartolina amarela a Janilson no último lance do encontro. A falta existiu sem margem para dúvidas, mas também Rui Reis havia feito uma igualzinha sem a respectiva admoestação, e também seria a segunda. Contudo, repito, Bruno Nave e os seus auxiliares, estiveram muito bem no cômputo geral.


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