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SOCIEDADE
ADESGAR PODE N?O TER FUTURO
A associa??o de defesa e desenvolvimento da Serra da Gardunha (ADESGAR) pode ter os dias contados. A actual direc??o, que tomou posse em Maio do ano passado, encontrou um cen?rio ca?tico
Por Paulo Pinheiro em 17 de Feb de 2011

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Dívidas acumuladas, num montante muito superior aos 12 mil euros que o anterior presidente do elenco directivo tinha publicamente referido, e sem receitas levaram os actuais responsáveis a ter como objectivo principal o saneamento financeiro da associação.

Os maiores valores em débito são à banca e a empresas da região, uma situação que Vítor Dias lamenta

“Tenho pena porque as empresas da nossa região vivem das despesas feitas pelas associações e não podem estar à espera muito tempo para receber. Houve dirigentes que ficaram inibidos de fazerem empréstimos e passar cheques porque avalizaram livranças e letras para que a Adesgar pudesse, pelo menos, pagar os funcionários. Isto era insustentável. Nunca se podia ter chagado a esta situação”, declara Vítor Dias.

O presidente da direcção da Adesgar espera que não seja preciso todo o mandato para debelar a situação, mas não vai ser fácil“Queria que não fosse necessário chegar ao final do mandato. È muito tempo para as pessoas que estão á espera do dinheiro. Tudo vamos fazer para regularizar todas as situações, no mais curto espaço de tempo”, garante aquele responsável.

Entrevistado no programa RCB “Flagrante Directo”, Vítor Dias revelou que só o apoio e empenho da Câmara Municipal do Fundão evitaram execuções fiscais à associação e a alguns dirigentes. Acabaram as megalomanias, e as despesas sem cabimento. A associação quer ser uma pessoa de bem e pagar a quem deve.

Quanto ao futuro, o actual presidente da direcção refere que se não houver por parte das 13 freguesias uma postura diferente, a Adesgar não tem outro caminho senão fechar as portas

“Sinceramente, no futuro acho que a associação não terá muitas pernas para andar. Se as freguesias integradas na associação não colaborarem, a Adesgar não tem hipótese de se gerir a si própria. È uma pena”, lamenta Vítor Dias.

A associação de defesa da Serra da Gardunha foi criada em Maio de 1997 com o propósito de defender e valorizar o ambiente e o património natural. Obteve o estatuto de organização não governamental para o ambiente e recebeu fundos comunitários para a preservação de uma planta endémica da Gardunha: a Asphodelus Bento Rainhae.


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