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Quarta, 15 Jul 2020
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POL�TICA
JUNTA DE S. JORGE DA BEIRA N?O CAI
Se o tribunal da Rela??o confirmar a perda de mandato do presidente da junta de freguesia de S. Jorge da Beira, a restante equipa que acompanha Fausto Batista vai assegurar o mandato at? ao fim.
Por Paula Brito em 30 de Jun de 2008

A confirmação deixada pelo autarca em declarações à RCB no final da assembleia de freguesia que se mostrou solidária com Fausto Batista no processo de perda de mandato decretada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco devido à incompatibilidade de funções de empresário e membro (por inerência) da assembleia municipal da Covilhã.

Ao contrário do que já tinham decidido, isto é, renunciar ao mandato em solidariedade com o presidente da junta, a equipa de Fausto Batista decidiu manter-se até final do mandato "o tempo que falta não é assim tanto, além disso somos uma equipa e todos estamos por dentro dos assuntos para a junta funcionar até ao fim" rematou Fausto Batista.

O autarca tornou ainda público, na assembleia de freguesia, uma carta anónima que chegou à junta e cujo cabeçalho diz apenas "Assistência aos desprotegidos e sem defesa". Na carta são criticados os procedimentos da secretária e administrativa da junta de freguesia na prestação de serviços, e criticada a atitude "cobarde" daqueles que, em vez de denunciarem os problemas da freguesia, optam pelo silêncio. O presidente da assembleia, José Gavinhos, devolve a acusação para o remetente "uma carta anónima é que é um acto de cobardia, além disso esta assembleia de freguesia sempre deu a palavra a quem quiser fazer uso dela para criticar, falar de problemas ou de outros assuntos da freguesia".

Irónico, Fausto Batista, propôs à assembleia de freguesia atribuir um subsídio de 267 euros, o valor que o autarca recebe na junta de freguesia, para que esta associação seja criada "não posso permitir que haja pessoas desprotegidas e sem defesa na minha freguesia". Fausto Batista rejeita ainda a acusação que é feita ao funcionamento dos serviços da junta "é impossível comparar o que era a junta no passado, que funcionava duas vezes por semana, com a junta actual que presta serviço a tempo inteiro de segunda a sexta-feira, só alguém, não desprotegido e sem defesa, mas desiludido e descontente é que poderia pensar assim".

Alguém que Fausto Batista acredita tenha a ver com o passado já que na carta anónima é feita uma referência ao passado. Por isso o autarca decidiu tornar públicos, na assembleia de freguesia, alguns dos procedimentos do passado "como o pagamento de despesas de representação da junta para as cerimónias do dia da cidade, quando é a assembleia municipal da Covilhã que paga esta deslocação, o pagamento de despesas de deslocação para ver obras ou para mandar um fax a arranjar, coisas que nunca aconteceram na actual junta".  

 


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