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Sábado, 04 Jul 2020
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CIMD Cabecalho
DESPORTO
ALCAINS-1 VILARREGENSE-2
Num jogo de muitos equil?brios foi a equipa de Nuno Alves a tirar melhor proveito de v?rios factores. A sorte do jogo, a determina??o e a boa organiza??o colectiva, estiveram na base do sucesso. A turma canarinha parece estar de costas viradas com a sorte. Sofre golos quando est? por cima no jogo, falha oportunidades de golo cantado, h? unidades em claro d?fice de produ??o e a juntar a tudo isto h? ainda as constantes les?es e castigos. Nada disto retira m?rito ao Vilarregense que jogando o jogo pelo jogo, soube depois de estar em vantagem, garantir a conquista dos tr?s pontos, apesar de jogar durante quase meia hora com mais duas unidades em campo, merc? das expuls?es de Jo?o Lisboa e Betinho.
Por João Perquilhas em 30 de Jan de 2011

Os donos do terreno até começaram bem o jogo, mas seria a turma visitante a inaugurar o marcador à passagem do minuto 9. Semedo, na transformação soberba de um livre directo levou a bola a beijar as redes de André Raposo, pese embora estirada do jovem guardião que foi insuficiente para deter a marcha do esférico.

O Alcains reagiu com Miguel Rebelo e Seninho a ameaçarem aos 17 e aos 25`, e João Lisboa chegar ao empate pouco depois da meia hora. Daniel Fernandes num excelente passe rasgou toda a defensiva de Vila de Rei, solicitando a desmarcação de João Lisboa pela direita, para este já em plena área rematar cruzado para o golo da igualdade.

Com este golo os pupilos de João Laia cresceram ligeiramente, mas só perto do intervalo incomodaram seriamente Diogo, quando Seninho, de livre, obrigou o guardião forasteiro a defesa algo complicada.

A igualdade ao intervalo justificava-se plenamente, face ao volume e intensidade de jogo que ambos os conjuntos apresentaram.

Para a segunda metade o Alcains voltou melhor e rapidamente encontrou os caminhos para a baliza contrária, mas, aí chegados, acabariam por desperdiçar duas soberanas oportunidades para ganhar vantagem no marcador. Primeiro foi Filipe Gomes, isolado, a rematar contra o corpo do guardião contrário, e na recarga seria Daniel Fernandes a errar escandalosamente a baliza, com esta totalmente desguarnecida.

O Vilarregense respondia de imediato com um pontapé em jeito de Rui Duque, ao qual só faltou melhor direcção, mas ao minuto 54 foi novamente o Alcains a enjeitar a possibilidade de ficar na frente. Daniel Fernandes trabalhou muito bem na esquerda, e ofereceu autenticamente o golo a Hélder Rodrigues, que no entanto desperdiçaria incrivelmente.

Na resposta João Lisboa seria expulso por travar a corrida de Joca que se isolava, e sete minutos depois também Betinho receberia ordem de expulsão por penalty cometido sobre Dos Santos. Semedo (belíssimo jogador) foi chamado à conversão e não perdoou bisando na partida, e para o Alcains tudo se tornava muito mais difícil. Num ápice ficava com menos dois homens de campo, e tinha de correr outra vez em busca do prejuízo.

Mesmo assim a turma canarinha não baixou os braços e voltou a ter outra soberanissima ocasião de golo. Minuto 65: Filipe Gomes, com o esférico dominado entra na área, rodopia sobre um adversário, e vai ao chão. De imediato o auxiliar Duarte Amaro assinala grande penalidade, que no entanto Mário Pina desperdiçou rematando à barra!

Com menos duas unidades em campo e a desperdiçar desta forma, João Laia desesperava e com razão. Ainda faltavam jogar cerca de 25 minutos e o Vilarregense estava à espreita. O prélio acabaria por baixar de intensidade, favorecendo claramente quem jogava com menos dois homens, e só houve mais uma chance de golo, novamente para os locais. A 3 minutos do final foi Filipe Gomes em jogada individual a acertar na base do poste esquerdo da baliza visitante, e assim terminava de forma inglória um jogo que o Alcains acabou por perder por culpa própria. Quem desperdiça tanto habilita-se a não vencer…

Disso não tem culpa o Vilarregense que optou pela contenção após estar em vantagem, e tudo fez por merecer a conquista dos 3 pontos. Ali há determinação, eficácia e alguma qualidade para almejar, futuramente, outros voos.

No Alcains, para além da notória falta de Nuno Carvalheiro, há outras lesões que constantemente sonegam opções mais consistentes e regulares ao seu técnico, que levam João Laia ao desalento.

A arbitragem de Luís Máximo, num jogo que não se antevia tão difícil dirigir, teve alguns erros mas não interferiu, quanto a nós, no desfecho final.


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