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SOCIEDADE
UM OLHAR SOBRE O ESTRELA GEOPARK, DOIS ANOS DEPOIS
Rádio Cova da Beira
“Nunca, como hoje, se falou tanto no património da Serra da Estrela.” As palavras são do coordenador do Geopark Estrela, na hora do balanço de dois anos da atribuição da classificação da Unesco. Emanuel Castro falava à margem da inauguração da exposição de fotografia "9 olhares" sobre o território do Estrela Geopark, para visitar no novo posto de turismo de Belmonte.
Por Paula Brito Batista em 23 de Nov de 2022

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Com uma extensão de mais de 2.200 quilómetros quadrados, 146 locais de interesse geológico classificado pela Unesco, distribuídos por nove municípios, o Estrela Geopark tem, na diversidade, uma das suas maiores riquezas.

 

Uma riqueza patrimonial que “não se resume à geologia”, diz Emanuel Castro, coordenador executivo do Estrela Geopark que salienta o valor da marca Unesco e a projeção que deu ao território desde a sua classificação.

 

“Dois anos volvidos, nunca, como hoje, nós tivemos tanto interesse pela Serra da Estrela, quer do ponto de vista educativo, quer do ponto de vista científico. A Serra da Estrela tem sido visitada por milhares de alunos, todos os anos, temos tido centenas de trabalhos científicos e académicos sobre a Serra da Estrela e o seu património. Nunca como hoje se falou tanto do património da Serra da Estrela.” 

 

A pandemia não permitiu avaliar o impacto da marca Unesco na procura turística, mas nestes primeiros dois anos de vida do Estrela Geopark já foi possível avançar com vários projetos.

 

“Criámos uma plataforma educativa, destinada às escolas de todo o país, sobre a Serra da Estrela, criámos uma plataforma turística, que é a plataforma mais completa que o território tem sobre informação turística, implementámos mais de 20 painéis interpretativos que cobrem cerca de 30 locais de interesse geológico.”

 

Além disso, acrescenta Emanuel Castro, está a ser implementada a Grade Rota do Geoparque, com financiamento do Turismo de Portugal, num percurso pedestre e ciclável de 800 quilómetros, “que vai permitir melhorar o acesso, a visitação e a interpretação de alguns locais de interesse geológico, e agora estamos a apostar também na monitorização a alguns locais de património natural.”

 

Emanuel Castro, coordenador executivo do Estrela Geopark, à margem da inauguração da exposição “9 olhares” que desde ontem está patente no Welcome Center de Belmonte. São 9 fotografias, de outros tantos fotógrafos, oriundos dos 9 concelhos que integram o Estrela Geopark e que retratam a diversidade patrimonial deste território, desde a Torre de Centum Cellas, em Belmonte, ao Vale Glaciar do Zêzere, em Manteigas.     


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