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Sábado, 19 Set 2020
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ENXABARDA: APENAS UM VOTOU
Um homem de 85 anos foi o ?nico eleitor, dos cerca de 270, da Enxabarda, anexa do Castelejo que votou ontem nas elei??es presidenciais, naquela aldeia do concelho do Fund?o. A popula??o reclama a abertura da nova casa mortu?ria, um processo que se arrasta h? dois anos.
Por Paulo Pinheiro em 24 de Jan de 2011

A população ds Enxabarda, que começou a chegar ao largo da Igreja por volta das 7:00H, deparou-se com as instalações do centro cultural bloqueadas com duas tábuas, uma chave partida na fechadura e um cartaz onde se podia ler "Por tudo o que temos direito, nós lutamos e acreditamos. Os alvos da revolta dos populares eram a câmara municipal do Fundão e a junta de freguesia do Castelejo.

A população reclama a abertura da nova casa mortuária, cujas obras estão quase concluídas, mas o empreiteiro só entrega a chave quando receber da junta de freguesia a última tranche do pagamento em falta. O presidente da junta de freguesia do Castelejo ouviu palavras azedas de alguns populares que não se conformam com a situação, apesar de na sexta-feira António Martins ter recebido a garantia do presidente da CMF de que no final de Fevereiro a câmara teria o montante, cerca de 18 mi euros, para pagar o que resta da empreitada.

O autarca de Castelejo admite que "a população tem alguma razão, mas não era motivo para tanto. Se calhar queriam aparecer nas televisões", afirma o presidente da junta.

Sandra Leitão, membro da assembleia de freguesia, rejeita a acusação e explica que " a população quer uma data para que a chave seja entregue". Há uns anos a população velava os mortos em casa, depois abriu uma casa mortuária, mas como precisa de melhoramentos foi deitada abaixo e agora não existe qualquer espaço. explicaram os populares que acrescentam " se não tinham dinheiro não avançavam com as obras".

Ontem, a GNR, que deslocou para o local mais de uma dezenas de agentes, ordenou que a mesa de voto abrisse, mas o edital apontava a antiga escola primária como local para a votação. A mesa de voto abriu por volta das 10:30H, com uma urna improvisada, com uma caixa de cartão de um termoventilador (selada)

Foi ainda necessário esperar pelos cadernos eleitorais, já que o presidente da junta "julgava que era a CMF a fornecer os documentos". Um cenário que se verificou também no Castelejo e Açor (outra das anexas).

Ao longo do dia apenas uma pessoa exerceu o direito de voto, tendo escolhido Cavaco Silva. No largo da antiga escola, a população confraternizou e almoçou, junto a uma fogueira, já que o frio apertava.

Os residentes prometem não baixar os braços e esperam que a promessa da CMF feita ao presidente da junta seja cumprida.

 

  


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