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sábado, 03 dez 2022
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SOCIEDADE
ENERGIA E INTERIORIDADE NA AGENDA DA REGIÃO
Rádio Cova da Beira
Os custos da energia acrescidos dos custos de contexto no interior do país, foram as preocupações deixadas pelas personalidades da região, convidadas pela Caixa Geral de Depósitos para participarem na iniciativa “Encontros fora da Caixa” que decorreu, ontem, na Covilhã.
Por Paula Brito Batista em 27 de Sep de 2022

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António Marques, professor catedrático na Universidade da Beira Interior, disse que é “tecnicamente errado” aplicar portagens em territórios com estas características, impedindo, em ato contínuo, ou dificultando o acesso a infraestruturas como a Universidade da Beira Interior.

 

Uma opinião partilhada pelo empresário João Carvalho. O presidente do conselho de administração da Fitcom falou do grave problema que as empresas atravessam, com o aumento dos custos da energia, mas não deixou passar a oportunidade de alertar para outros custos, exclusivos da região, pedindo uma diferenciação positiva para o interior.

 

“Se pensarmos que nós demoramos a chegar a Lisboa cerca de 2,5 horas e se for para o Porto é semelhante, gastando, mais o menos, 300 euros, ir e voltar, a verdade é que eu, estando em Lisboa ou no Porto, chego a qualquer capital da Europa nas mesmas duas horas e meia e pelo mesmo valor. Por isto, só por isto, merecíamos alguma despenalização daquilo que sofremos atualmente e que temos vindo a sofrer nos últimos anos.”

 

No atual contexto, o aumento do custo da energia e o seu impacto nas empresas foi outra das preocupações em destaque. António Marques defendeu uma intervenção urgente na área fiscal, nomeadamente, no IRC, em duas dimensões.

 

“A primeira é permitir às empresas alguma capacidade financeira para que não reflitam, em preço final, o choque dos custos de produção nomeadamente a energia. A segunda é que permita crédito fiscal às empresas para que consigam reverter as suas formas de energia.”

 

Também Luís Veiga, administrador executivo do grupo Natura IMB Hotéis, defende medidas urgentes nesta área, para fazer face a mais este problema que se abateu sobre as empresas, depois de dois anos de pandemia.

 

“Estamos a sofrer imenso e é impossível replicar os preços no consumidor, não é uma questão de subsidiação é uma questão de ser criativo, e a criatividade tem de ser ponderada. Aliás, o Dr. António Marques foi claro quando disse que tem de haver, claramente, medidas urgentes nesta área, nem que seja crédito fiscal ao investimento para energias alternativas e para sistemas alternativos.”

 

Gonçalo Pina Soares, do Grupo Torre Confeções, defende, no curto prazo, medidas para fazer face ao aumento do custo da energia, mas, “a médio prazo, uma política fiscal eficiente, simplificada e agressiva é fundamental para o crescimento.”

 

A subida dos preços da energia e os custos da interioridade na agenda do encontro fora da caixa promovido pela Caixa Geral de Depósitos na região.   


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