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quarta, 28 set 2022
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CULTURA
UM LIVRO QUE RESGATA UM ILUSTRE ALPETRENIENSE DO ANONIMATO
Rádio Cova da Beira
Foi à descoberta das suas próprias origens que Francisco Belo Nogueira descobriu, e decidiu resgatar, a vida e obra do Padre Diogo Pires Cinza. Um alpetreniense que viveu entre os séculos XVI e XVII, cuja obra, como padre, escritor e homem da cultura estava esquecida nos arquivos da Torre do Tombo.
Por Nuno Miguel em 22 de Sep de 2022
“Um grande escritor, um homem de cultura e um beirão até agora desconhecido e esquecido.” Refere Francisco Belo Nogueira, autor de “Padre Diogo Pires Cinza (Sec.XVI-XVII) Um Beirão e um homem de cultura esquecido”. O livro que traz à luz do dia um ser humano de vida cheia e intensa, muito ativo e determinado.“Sabe-se que escreveu, pelo menos, cinco obras literárias, duas publicadas e três que deixou manuscritas. Trabalhos de muita valia por isso referenciados nas publicações dos nossos maiores e mais antigos bibliógrafos. No desempenho da vida sacerdotal, viveu cerca de 20 anos na capital do reino, mas mesmo a centenas de quilómetros das origens manteve-as sempre no coração e, a prova disso, consta no frontispício das obras que publicou.”Na apresentação da obra, Francisco Belo Nogueira, explicou como descobriu este beirão.“Ao fim de muitos anos de pesquisas documentais no Instituto Nacional dos Arquivos da Torre do Tombo, tentando descobrir as minhas raízes genealógicas, a cada passo me cruzava com registos diversos que citavam o padre Diogo Pires Cinza.”Um livro que é “uma intromissão” na história, como referiu o próprio autor, mas que é uma “inestimável valia histórica e cultural que vem enriquecer a nossa biografia regional.” Acrescentou Joaquim Candeias da Silva na apresentação da obra que decorreu, no passado sábado, em Alpedrinha, inserida nos Chocalhos.O também escritor falou da feliz coincidência de datas que o transformam no livro lançado na altura certa. Entre elas, os 450 anos do nascimento do padre Diogo Pires Cinza, os 380 da sua morte e os 114 da morte de outro vulto da vila, o Cardeal de Alpedrinha, sepultado na capela de Santa Maria del Popollo, em Roma. Por Paula Brito Batista

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