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quarta, 28 set 2022
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SOCIEDADE
FEIRA MEDIEVAL DE BELMONTE RENASCE
Rádio Cova da Beira
Cancelada durante dois anos, devido à pandemia, este ano foi retomada a Feira Medieval de Belmonte.
Por Paula Brito Batista em 13 de Aug de 2022

“Depois da peste, veio a auspiciosa bonança e o alcaide de Belmonte decreta que se façam quatro dias de festa. Haja danças, trovadores, teatro de improviso, comédia, artes circenses, momentos de folgança, de abastança e de alegria.”

 

Estava assim dado o mote para o início de quatro dias de feira franca que começou com o cortejo, a rigor, desde a avenida principal, à porta dos Paços do Município, até ao castelo onde o teatro, a comédia e as artes circenses, invadiram o largo que separa a igreja de S. Tiago do Castelo. Dois monumentos nacionais que durante quatro dias ganham vida com a passagem pela vila de milhares de pessoas.

 

“Uns milhares, temos essa tradição, temos a responsabilidade de sermos uma das cinco melhores feiras, do género, do país, portanto estamos confiantes. Temos muitos espetáculos e muita coisa para entreter quem nos visite e temos parques onde as pessoas podem estacionar e estar à vontade, e temos transportes gratuitos para a feira.”

 

António Dias Rocha, presidente da câmara de Belmonte, falava à RCB, na abertura do certame onde além da animação de rua e espetáculos, pode encontrar gastronomia, tasquinhas e artesanato como o da avó Esperança. Veio da Covilhã a Belmonte, expor as suas rendas, bordados e bijuteria. Uma trovadora do século XXI, que em vez de cantigas, borda lenços de amor e de amigo.

 

“Recrio os lenços dos namorados”, explica à RCB enquanto lê o que está em exposição e que lhe levou três dias a bordar “aqui tens o meu coração e a chave para o abrir, não tenho mais para te dar nem tu mais que me pedir”, e de amigo “quando um dia fores velhinha e recordares a mocidade, lembra-te minha amiguinha que te tivemos grande amizade”.

 

Ana Mendes, veio de Torres Novas mostrar, pela primeira vez, os doces tradicionais da “capital dos frutos secos”, como explicou à RCB.

 

“A nossa doçaria tem bastante azeite e frutos secos, e também temos muita produção de azeite. Temos broas de mel da Serra d´Aire, com azeite, nozes e amêndoas.”  Mas, o mais tradicional dos bolos, que se oferecia nos casamentos, antigamente, são os bolos de cabeça “é uma massa mais pobre, enriquecida com erva doce e canela e aromatizada com uma raspa de limão, porque são receitas antigas de gente pobre.”

 

Uma das grandes atrações da feira é a Falcoaria onde Paulo Martinho explica as características das aves de rapina como a coruja, o açor, a águia ou o falcão.

 

“As aves de rapina, desde o início dos tempos, que criam uma grande atração, são alvo de grande imaginação e são sempre uma grande atração na feira.”

 

Sobre o falcão, que pode ser visto na região, Paulo Martinho deixa uma curiosidade “o falcão peregrino é o animal mais rápido do planeta, logo aí, toda a gente fica de boca aberta, e se eu disser que um falcão peregrino ultrapassa os 300 quilómetros/hora é ainda um fator mais extraordinário”.

 

Atrativos, curiosidades, animação, beberes e comeres não faltam na Feira Medieval de Belmonte que ao fim de dois anos cancelada, surge sob o lema “A renda renasce”. 


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