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quarta, 28 set 2022
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CULTURA
FESTIVAL DE FOLCLORE REGRESSOU AO PAUL
Rádio Cova da Beira
O Grupo de Danças e Cantares do Paul (GDCP) assinalou 30 anos de existência, no sábado, 6 de agosto, com o VII Festival de Folclore, num dos locais mais emblemáticos daquela vila. Quatro grupos e uma numerosa assistência marcaram presença no Largo do Mercado, para a iniciativa que assinala o regresso das noites onde as tradições e valores culturais de regiões distintas do país se apresentam ao público.
Por Lara Inês Cardoso em 10 de Aug de 2022

Para a sétima edição do festival, o Grupo de Danças e Cantares do Paul convidou o Grupo de Danças e Cantares de Sobral Monte Agraço, da região Centro Saloia, o Grupo Folclórico de Pias, a representar Cinfães e o Rancho Folclórico de Santa Luzia de Airães, de Felgueiras, que se apresentou na vila paulense pela primeira vez e de onde o presidente Casimiro Ferreira, saiu "muito contente e satisfeito”, depois de uma “receção positiva e um público maravilhoso”.


Depois de dois anos de interrupção devido à pandemia por Covid-19, o regresso aos encontros de folclore foi para muitos uma lufada de ar fresco “porque lidávamos com isto durante todo o ano e de repente tivemos que regressar a casa. É sempre bom sair do nosso concelho para mostrar o que eram os nossos antepassados, as nossas culturas e as nossas tradições. É esse o nosso objetivo”, explica o dirigente do Grupo de Cinfães, Daniel Silveira.


Também para a presidente das Danças e Cantares de Sobral de Monte Agraço, Lucília Silva, o retomar de atividade “foi muito bom”. “Ainda bem que voltamos o quanto anos, porque houve grupos que não se conseguiram aguentar. A nossa zona, por exemplo, ficou desfalcada com grupos porque tínhamos gente mais velha que agora tem medo de regressar e os mais novos têm outras coisas para fazer sem ser o folclore, então ainda bem que voltamos porque se não o folclore ia sofrer, sofreu e ainda vai sofrer”.


Antes das atuações dos Grupos folclóricos, o do Paúl acendeu as velas do bolo do 30º aniversário para cantar os parabéns. Apesar dos constrangimentos que a pandemia trouxe, o presidente do Grupo de Danças e Cantares da vila covilhanense, Pedro Soares, assinala os 30 anos “com muito orgulho”.


“Neste momento podemos dizer que o grupo está a 99%, desde que retomamos atividade, depois da pandemia, tem havido muita gente nova, muito também por causa dos bombos que, pensando que não, ajuda muito”, refere o dirigente.


A vontade e o empenho da organização foram notórios e embora o festival implique uma “logística financeira muito grande”, para Pedro Soares “vale sempre a pena ter aqui um festival de folclore desta envergadura”, enaltecendo que “os paulenses gostam disto e por isso merecem”.

 

A primeira atuação foi do anfitrião, que fez sobressair o som dos bombos e adufes, seguindo-se os restantes grupos que deixaram a marca das suas regiões, numa noite onde a gala do folclore encheu o recinto de espetáculos.

 

 

 

 

c/ João Cunha 


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