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Quarta, 19 Jan 2022
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DESPORTO
MONSANTO VENCE UNHAIS NO PAUL
A vit?ria da equipa que passou a ocupar a segunda posi??o da fase final do campeonato nacional da 3? divis?o, justifica-se, mas se o empate tivesse acontecido, tamb?m n?o seria nenhum esc?ndalo.
Por José Joaquim Ribeiro em 25 de May de 2008

Foi um jogo que teve na equipa de Unhais da Serra a atitude de quem já não tem muito a ganhar ou a perder, mas ainda assim, uma boa atitude. Naturalmente, face às aspirações que o Monsanto continua a ter no campeonato, deveriam pertencer a esta equipa as despesas do jogo. Não foi exactamente isso que aconteceu. A equipa da casa, jogando um futebol descontraído e desinibido foi quem teve a primeira jogada com algum perigo junto da baliza adversária. Foi Vaz Alves que entrou pela esquerda, simulou sobre um adversário, entrou na área, junto à linha de fundo e cruzou para a zona da marca de penálti. Aqui, onde devia ter aparecido um seu companheiro, aquele que estava mais próximo, Cláudio,  demorou a abordar o lance, perdendo-se uma boa iniciativa ofensiva. Na resposta o Monsanto teve um remate de cabeça, por intermédio de Minco, que levava o selo de golo, após livre apontado na esquerda, valendo a excelente intervenção de Valezim.

 

Até cerca dos 30 minutos o jogo era dividido, com bons lances de perigo junto de uma e outra baliza, as mais flagrantes aconteceram aos 13’, por Edgar Carvalho, na sequência de um livre apontado sobre a linha de grande área, com a bola a passar muito junto ao poste; aos 16’,  Cláudio foi à linha cruzar para Carlitos se deixar antecipar pelo guarda-redes contrário; e aos 17’, Minco volta a ganhar nas alturas aos centrais do Unhais mas o remate de cabeça passa muito por alto.

 

Seguiu-se um período de pouca produção de jogo ofensivo, por parte dos dois conjuntos, até que a partir dos 30 minutos o Monsanto se agigantou e criou muito mais perigo junto da baliza de Valezim. Pedro Fazenda rematou ao lado, depois de ter aproveitado um mau domínio de bola por parte de David, aos 32’ o mesmo Pedro Fazenda foi à linha cruzar para Carlito falhar o remate de cabeça, quando estava em boa posição e sem marcação, para fazer o golo e aos 37 minutos aconteceu aquilo que, ainda que não se adivinhasse, já começava a ficar próximo de poder acontecer: o golo do Monsanto. Tudo resulta de uma jogada sobre o lado direito, depois da cobrança de uma falta, a defensiva do Unhais estava toda bem posicionada na área, mas não abordaram o lance que a convicção que a situação merecia. A bola foi cruzada para o segundo poste onde Carlito, de primeira desfere um remate cruzado, sem hipóteses para Valezim. Estava feito o golo que acabou por valer os três pontos.

 

Na segunda parte o Unhais veio modificado para melhor, assenhoreou-se do jogo, passou a ter mais posse de bola a meio campo e passou a fornecer muito mais bola aos jogadores mais adiantados: Vaz Alves e, Rui Morais, o homem que António Real colocou na posição de segundo ponta de lança. Tudo isto resulta da entrada de Brigida para o lugar de Gonçalo.  Tirando partido desta alteração, aos 18’ o Unhais podia ter chegado ao tento da igualdade. O lance ocorre no lado direito, o cruzamento para a zona central é executado com a conta certa, mas Vaz Alves, o homem que tinha a incumbência de rematar certeiro o melhor que acabou por fazer foi atirar muito por cima da barra da baliza de Pedro Miguel. Foi uma perdida escandalosa.

 

Como um azar nunca vem só, Brigida, que tinha feito a revolução que a equipa necessitava para alterar o rumo do jogo, teve uma entrada dura sobre um adversário, que terá feito demasiado teatro, mas que Ricardo Lourenço, o árbitro do encontro, entendeu tratar-se de uma entrada demasiado violenta e merecedora do cartão vermelho. A partir do minuto 19 do segundo tempo o Unhais passava a jogar com menos uma unidade.

 

Naturalmente e apesar da entrega que todos os jogadores impuseram a si mesmos, depois da exclusão de Brigida, o Monsanto, que já controlava a partida à distância, passou a fazê-lo com mais tranquilidade e passou, também, a criar mais perigo junto da baliza de Valezim. Dois minutos depois da expulsão, Minco, entrou pela esquerda, ultrapassou Pedro Ferreira, entrou na área e, quando se esperava o cruzamento, tentou o remate cruzado, que lhe saiu frouxo. Caprichosamente a bola embate no poste, passa sobre a linha de baliza, mas Valezim ainda foi a tempo de evitar que esta ultrapassasse  por inteiro o risco fatal.

 

O Unhais ainda teve dois ou três lances de bola parada que podiam criar alguma afronta ao adversário, dos quais o mais perigoso acabou por ser um  cometido sobre Rui Morais, dentro da meia lua,  que podia levar perigo à baliza de Pedro Miguel, mas Edgar acabou por rematar contra a barreira.

 

O resultado aceita-se, por que o Monsanto teve mais jogadas perigosas e foi uma equipa muito mais ofensiva, no entanto, pela perdida escandalosa que o Vaz Alves desperdiçou, se o empate tivesse acontecido teria que se aceitar com naturalidade.

 

Agora segue-se Sertã e a recepção do Sourense, na última jornada deste campeonato.

 

O Sertanense, com o empate com que conseguiu sair de Santa Catarina da Serra ( 2-2), ficou muito mais próximo da subida à 2ª divisão nacional. No próximo domingo poderá, inclusivé, fazer a festa, isto se o Unhais da Serra estiver pelos ajustes.

  

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