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S√°bado, 13 Ago 2022
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POLÔŅĹTICA
AMC APROVOU CONTAS CONSOLIDADAS
Rádio Cova da Beira
A Assembleia Municipal da Covilhã (AMC) aprovou, por maioria, as contas consolidadas do município, numa sessão que se prolongou por mais de sete horas, ontem, no auditório municipal.
Por Paula Brito Batista em 28 de Jun de 2022

Sobre as contas consolidadas, João Bernardo, da bancada do CDS, destacou um número, relativamente à empresa Águas da Covilhã (ADC) que considera “verdadeiramente grave”. Em causa estão 5 milhões de euros de despesas em consultadorias e assessorias, “dos quais, mais de dois milhões para serem compensados e pagos pelo município, sem qualquer documentação ou papel.”


João Bernardo pede esclarecimentos formais “requer-se que seja formalmente ordenado à Águas da Covilhã (ADC) e à câmara que esclareçam estes enfases enunciados pelo ROC."

 

Na análise política ao documento, a CDU recorda a sua posição sobre este modelo, que “permitiu a privatização de 49% do capital social da ADC com a qual discordámos e continuamos a discordar, este modelo permitiu também abrir as portas à privatização de serviços na gestão da água, da recolha dos resíduos e da limpeza urbana”. Um modelo que se traduz ainda “em serviços municipais mais caros para os covilhanenses”, referiu Marco Gabriel deixando como exemplo a fatura da água.

 

Vasco Lino, eleito do movimento “Covilhã tem força”, absteve-se na votação das contas consolidadas devido a um erro de interpretação de um email.

 

“Fui completamente induzido em erro pela redação deste email e, parece que não fui o único. Para mim, tinham sido retirados da ordem de trabalhos estes dois pontos e, em boa verdade, não apreciei as contas nessa convicção. Embora tivesse detetado alguns aspetos que seguramente me levantariam muitas questões, em boa verdade, não os apreciei e abster-me-ei na votação.”

 

Jorge Vaz, da bancada do PSD, deixou um número que “deve ser preocupante”, relativamente à empresa ICOVI. O eleito do PSD salientou a diferença de gastos com pessoal e de lucro, gerado pela empresa, na última década.  

 

“A ICOVI tinha, em 2011, gastos com o pessoal de 61 mil euros, em 2021, 425 mil euros. Tinha, em 2011, mais de um milhão de euros de lucro, em 2021 tem 67 mil euros negativos.”

 

Afonso Gomes, da bancada do PS, veio em defesa das contas consolidadas e destacou outros números.

 

“Todas as empresas e entidades que pertencem ao grupo Município da Covilhã têm um Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) positivo. Na caixa e seus equivalentes observamos um valor de 9 milhões de euros, o total do passivo diminui cerca de 5 milhões de euros e os financiamentos obtidos diminuem, também eles, cerca de 5 milhões de euros.”

 

Os argumentos das bancadas da Assembleia Municipal da Covilhã que aprovou, por maioria, com 24 votos a favor, 10 contra e duas abstenções, as contas consolidadas do município.  


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