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Quinta, 11 Ago 2022
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POL�TICA
CMC APROVA AMPLIAÇÃO DA ARU PARA INCENTIVAR RECUPERAÇÃO DA TORRE DE STO. ANTÓNIO
Rádio Cova da Beira
A Câmara Municipal da Covilhã (CMC) aprovou, por unanimidade, uma alteração da delimitação da Área de Reabilitação Urbana (ARU) do centro urbano da Covilhã até à torre de Sto. António, incluindo os edifícios da Universidade da Beira Interior.
Por Paula Brito Batista em 21 de Jun de 2022

Apesar do voto favorável, a bancada da oposição, deixou algumas dúvidas em relação às intenções empresa que pretende recuperar a torre de Sto. António.  

 

“Se é aquela empresa que apenas está a fazer o projeto e depois vai vender, se é aquela empresa que vai construir, que garantias é que a câmara tem que vai sair dali alguma coisa de palpável em relação aquele imóvel, e portanto, como tivemos dúvidas, deixámos em ata, essas nossas dúvidas.”

 

Pedro Farromba esclarece que o movimento “Juntos fazemos melhor” não está contra a reabilitação do edifício de Sto. António, mas, este é o exemplo da falta de estratégia do município.

 

“O que não se percebe, e que nós continuamos a batalhar desde o início do mandato, é que não há qualquer estratégia de desenvolvimento do concelho, porque temos limitações em muitas freguesias, sobre as áreas de construção, e, na sede de concelho, vamos andando ao sabor daquilo que vão sendo os investimentos que vão aparecendo.”

 

Recorde-se que a ARU concede um conjunto de benefícios à recuperação de imóveis dentro do seu perímetro. Para o presidente da CMC, Vítor Pereira, este alargamento vem ao encontro das pretensões da Universidade da Beira Interior e é um incentivo à recuperação da torre de Sto. António.

 

“A ARU é apenas um incentivo para que alguém se interesse em requalificar a Torre, demolindo, não demolindo, demolindo parcialmente, arranjando, forrando, enfim, de acordo com as regras, as regras têm de ser cumpridas. É-me indiferente quem é que compra. O que eu quero é que a torre seja requalificada, seja objeto de uma intervenção que a torne menos impactante, do ponto de vista negativo, na nossa paisagem e no nosso contexto.”

 

A proposta foi aprovada por unanimidade e vai agora para consulta pública antes de ser remetida à Assembleia Municipal.

 


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