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Quinta, 11 Ago 2022
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POL�TICA
É HORA DE APRESENTAR SOLUÇÕES
Rádio Cova da Beira
A comissão política distrital do PSD vem, em comunicado, acusar o governo de passividade perante as graves carências manifestadas nos últimos meses, no sector da saúde no distrito de Castelo Branco.
Por Nuno Miguel em 17 de Jun de 2022
Os social democratas sublinham que o sindicato independente dos médicos já alertou que em média, um dia por semana não existe viatura médica de emergência e reanimação simultaneamente na Guarda, Covilhã e Castelo Branco e afirma que “no último fim de semana, a VMER do hospital Pêro da Covilhã esteve inoperacional por falta de médicos que assegurassem as respetivas escalas de funcionamento”, sustentando que “quem tem a responsabilidade de garantir uma resposta eficiente dos serviços de saúde está mais preocupado com a sucessão do actual presidente do conselho de administração do centro hospitalar universitário da Cova da Beira do que com o bem-estar dos utentes”.
O PSD acrescenta que a falta de médicos de família no distrito “tornou-se num problema crónico, deixando uma população maioritariamente envelhecida sem qualquer tipo de assistência na doença, numa fase pós-pandemia em que é essencial existir maior proactividade na prevenção de doenças que foram deixadas em segundo plano na fase pandémica”. 
Em vários centros de saúde da região a falta de médicos “é clara e notória, deixando nas populações um sentimento de insegurança e abandono”, mas também “a incapacidade de reter e atrair médicos especialistas para os centros hospitalares do distrito de Castelo Branco coloca em causa a resposta do serviço nacional de saúde a curto prazo”. 
Recorrendo a dados da ordem dos médicos, a distrital do PSD aponta o caso da unidade de local de saúde de Castelo Branco que “no seu quadro de pessoal tem apenas um médico de ginecologia/obstetrícia, com 65 anos”. Lacunas que “não passam apenas pela classe médica” uma vez que “os hospitais e centros de saúde de todo o distrito desesperam por enfermeiros e outros técnicos especializados” o que demonstra “a total incapacidade do governo de prever adversidades e evitar a escalada de um problema que é, cada vez mais, insustentável”.
A distrital social democrata manifesta ainda a sua preocupação com a implementação do novo sistema de monitorização de presenças, através de reconhecimento facial em substituição do sistema biométrico que estava operacionalizado e que “está a causar alguns transtornos internos” e que “levanta questões éticas e de privacidade, pois é imperativo uma utilização desta base de dados”.
Para o PSD, o Partido Socialista “tem utilizado o argumento da coesão territorial nas últimas campanhas eleitorais, mas é meramente um chavão para beirão ver. Desde 2015, as condições de vida deterioraram-se, de forma gravosa e está na altura de o PS acabar com as desculpas e começar a apresentar soluções”.

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