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Terça, 18 Fev 2020
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CIMD Cabecalho
DESPORTO
BENFICA E C.BRANCO 1 VIGOR E MOCIDADE 1
O Benfica recebeu o pen?ltimo classificado e voltou a desperdi?ar pontos em casa. Foi um resultado muito penalizador para tudo o que os comandados de Nuno Fonseca fizeram, especialmente na segunda metade do encontro, mas o que conta s?o as bolas dentro da baliza e a? o empate acabou por premiar uns (Vigor) e amargurar outros (Benfica).
Por Jo√£o Perquilhas em 28 de Nov de 2010
Com um inicio inesperado, a turma forasteira conseguiu, nos primeiros 10 minutos, criar a sensação de que os da casa iriam sofrer bastante. China logo ao 1º minuto apareceu solto na área e rematou para o corte providencial de Ricardo António evitar o golo madrugador, e pouco depois o mesmo jogador, desta vez numa incursão pela direita, rematou às malhas laterais da baliza de Hélder Cruz. Os donos do terreno eram inesperadamente empurrados para perto da sua baliza e só depois dos 10 minutos de jogo se conseguiram livrar desse abafo inicial. Migue Vaz (que grande jogo!) soltou o grito de revolta com um remate de meia distância que o guardião Manú susteve com uma defesa fabulosa, e aos 15`, na transformação de um livre directo, o mesmo Miguel Vaz “tirava tinta” ao poste esquerdo da baliza do Vigor. Estes dois lances soltaram definitivamente a equipa para um jogo bastante atractivo, mas a mala pata dos jogos disputados no Vale do Romeiro teima em fazer das suas e o golo forasteiro acontecia mesmo ao minuto 33. Canto para o Vigor com a bola a chegar à zona do segundo poste, onde, à vontade, estava Freixo a só ter de empurrar para a baliza. Este golo sofrido foi um autêntico murro no estômago da equipa albicastrense que sofreria novo revés 5 minutos depois. É que, Camilo receberia ordem de expulsão por, no entender do árbitro da partida, ter simulado uma falta á entrada da área contrária. Esse pressuposto arbitral levou à amostragem da cartolina amarela ao jogador beirão, e como era a segunda, o vermelho acabou por ser exibido apesar dos protestos. O intervalo chegava sem mais lances de destaque e pelo inicio da segunda parte depressa se viu que os encarnados da Beira Baixa vinham dispostos a dar tudo para inverter o rumo dos acontecimentos. A equipa regressou mais solta, mais voluntariosa, mais pressionante e ainda mais ousada do que mostrara nos primeiros 45 minutos, pese embora o facto de jogar com menos uma unidade em campo.  Essa desvantagem no número de atletas em campo foi anulada ao minuto 50 com a expulsão do capitão Relvão (também por acumulação de cartolinas amarelas), e a partir daqui só deu mesmo Benfica. Empolgados pela velocidade e empenho postos em campo, os da casa partiram definitivamente para uma segunda parte do melhor que já lhes vimos fazer. Tomás, Leandro e Ronam eram servidos em velocidade e semeavam o pânico na área forasteira, que por diversas vezes esteve à beirinha do colapso. Contudo, as variadíssimas oportunidades de golo criadas foram sendo, sistematicamente desperdiçadas com remates sem a direcção certa. Tomás e Sordo foram disso exemplo, mas também Miguel Vaz foi infeliz ao ver o poste esquerdo da baliza visitante devolver uma bola após um livre por si cobrado superiormente. O final aproximava-se e a pressão caseira intensificou-se ainda mais. O sufoco reinante era tal que os pupilos de Tó Miranda já nem conseguiam sair do seu meio campo. Lance após lance a sua defensiva vacilava cada vez mais até que, Ronam conseguiu, finalmente, restabelecer a igualdade. Jogava-se o minuto 84 e o guardião Manú, com mais uma excelente defesa para canto, negava o golo a Yuri. Na cobrança desse acontecimento Ronam devolvia a esperança da conquista da vitória, mas já não deu… Os forasteiros utilizaram todas as formas que puderam para quebrar o ritmo de jogo, usaram e abusaram do anti-jogo e assim conseguiram levar um pontinho de Castelo Branco. Este empate foi demasiado penalizador para a brilhante segunda parte do Benfica que pode queixar-se da falta de sorte e também da arbitragem que teve uma actuação desastrosa. A arbitragem de António Matias foi péssima. Prejudicou os dois conjuntos começando por mostrar mal uma cartolina amarela a Camilo aos 26 minutos. A segunda, exibida ao mesmo jogador e que lhe valeu a expulsão até se aceita mas o mal estava feito. Contudo, os seus julgamentos com claro prejuízo caseiro continuaram, com o contraditório no ajuizamento de faltas a ser uma constante. Depois… bem, depois veio o pior. Com uma mão tentou lavar a outra e foi a vez de prejudicar o Vigor com decisões hilariantes. Na expulsão do capitão Relvão nada a dizer mas a compensação pelo erro na exclusão do jogador albicastrense foi por demais evidente. E que dizer da actuação do seu auxiliar do lado da bancada, Manuel Azeitona? Simplesmente deplorável… actuava mesmo em frente ao nosso posto de reportagem e raramente acertou na sinalética dos lançamentos de linha lateral! Assim não!

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