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POL�TICA
PSD CONTRA A PROSPEÇÃO DE LÍTIO
Rádio Cova da Beira
A comissão política distrital do PSD de Castelo Branco considera que o processo de atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de lítio "liquida o futuro do Interior-centro do País".
Por Paulo Pinheiro em 28 de Feb de 2022

A conclusão da Avaliação Ambiental Estratégica resulta em seis áreas, com potencial de existência de lítio, onde vão avançar, no prazo de 60 dias, os procedimentos concursais para atribuição de direitos de prospeção e pesquisa.

Das seis áreas selecionadas, cinco delas (135 mil hectares; 90% da área total) situam-se em redor da serra da Estrela, e juntamente com a exploração de lítio na Argemela, cujo contrato de concessão foi assinado pelo Governo ainda em 2021, representam um “estrangulamento” do Parque Natural da Serra da Estrela, a maior área protegida existente no País e uma das mais relevantes.

 

Para o PSD "a exploração de lítio a céu aberto tem fortes impactos negativos diretamente sobre os seus territórios, nomeadamente, ao nível socioeconómico, ambiental e na qualidade de vida das populações”.

Impactos que, para os sociais democratas, podem refletir-se muito para além do local da exploração. O Interior-centro do País tem na Serra da Estrela o seu principal motivo de atração turística, e o impacto paisagístico da prospeção e mineração a céu aberto em torno da Serra da Estrela tem consequências nefastas, inimagináveis e de difícil quantificação e avaliação. Preservar a paisagem desta região é preservar o seu futuro", defende.

 

No caso concreto dos concelhos da Covilhã, Fundão e Belmonte, com territórios incluídos na área “Guarda-Mangualde C” da Avaliação Ambiental, "estão também em causa os impactes sobre a importante região agrícola da Cova da Beira e o seu Regadio (aproveitamento hidroagrícola), onde o Estado investiu milhões, e que é um setor que representa uma importante fonte de rendimento para a população e é de extrema relevância socioeconómica para a região. Sim, a prospeção e pesquisa de lítio nestes concelhos não abrange zonas remotas e isoladas dos territórios, mas os melhores solos agrícolas, o coração agrícola da região, e vários núcleos populacionais", frisa.

O PSD sublinha ainda que "atividades relacionadas com a exploração de lítio a um km dos perímetros urbanos é isto que a população pode esperar". E alerta que "este processo de prospeção e pesquisa de lítio em vastas áreas do território é o início de um caminho sem retorno, já a partir do mês de março. É altura de decidir parar imediatamente antes de se cair no abismo. É tempo de dar voz às populações, aos autarcas, aos políticos e à justiça. O Interior do País tem o direito de existir e a ter futuro!", conclui.

 

 

 

c/ Lara Cardoso 


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