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S√°bado, 21 Set 2019
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CIMD Cabecalho
DESPORTO
ESCALOS DE CIMA-1 ALCAINS-0
Num d?rbi muito disputado, foi a equipa da casa a festejar a conquista dos 3 pontos. Com uma boa primeira parte o Alcains podia ter, em pelo menos 2 situa??es, conseguido vantagem, mas na segunda parte os donos do terreno formaram a melhor equipa em campo, beneficiando ainda da expuls?o de Nuno Carvalheiro, a sensivelmente 30 minutos do termo do encontro.
Por Jo√£o Perquilhas em 21 de Nov de 2010

Numa tarde fria e ventosa não se pode dizer que o Alcains se deu mal com o bem tratado pelado do Viscondessa do Alcaide. Por outras palavras, não foi pelo facto de se tratar de pelado que os da casa venceram. Houve vários factores que determinaram o desfecho da contenda. Na primeira metade a equipa forasteira foi melhor, criou ocasiões de golo e dominou quase na totalidade um Escalos, que só em contra ataque conseguia aproximar-se da área contrária, mas para a etapa complementar a história foi outra… O guardião local, com duas excelentes intervenções, negou o golo a remates de Miguel (26`) e Nuno Carvalheiro (41`) e pelo meio foram Hélder Rodrigues e também Daniel Fernandes a ser perdulários em zona de finalização, o que demonstra bem a superioridade ofensiva que os comandados de João Laia exerciam. Só por uma vez o Escalos esteve perto do golo, quando Hélio Salvado demorou no alívio do esférico no limite da sua área e permitiu que o remate fosse interceptado por Samuel que levou a bola a passar ligeiramente por cima da trave da baliza de André Raposo.0 descanso chegava com o nulo a premiar a abnegação local e a castigar, de alguma forma, o fraco desempenho finalizador forasteiro.

Na segunda metade tudo foi diferente. Os da casa passaram a exercer uma pressão mais alta, conseguindo inclusive cortar linhas de passe ao seu opositor, e aqui esteve o ponto fulcral do menor rendimento ofensivo canarinho. Dois minutos após o reatamento André Raposo foi obrigado a mostrar atributos defendendo a punhos um cabeceamento (de Jójó ou Rui Proença?) que levava selo de golo, e aos 59`foi a vez de Samuel (sozinho frente ao guardião alcainense) desperdiçar incrivelmente, cabeceando para as nuvens um mau alívio efectuado por Hélder Rodrigues em missão defensiva. Grande perdida para o Escalos! O Alcains não conseguia trocar o esférico como gosta e a equipa parecia nervosa. Aos 62` Nuno Carvalheiro sofreu entrada dura de um adversário a meio do meio campo contrário, punida com cartolina amarela quando talvez se justificasse outra cor do cartão exibido, e após a marcação do livre Nuno Carvalheiro terá atingido fora de tempo um opositor, que levou á sua expulsão com cartão vermelho directo.

Esta expulsão reflectiu-se bastante no rendimento da equipa que não mais voltou a importunar seriamente o guarda-redes Martinho, até porque nove minutos depois sucedeu o lance que viria a decidir o encontro. Mata conduziu um lance de ataque pela direita, entrou na área e aí chegado acabou caído no chão. O árbitro da partida, em cima do acontecimento, foi peremptório a assinalar grande penalidade, que o mesmo Mata converteu naquele que seria o golo da vitória. Daí até final lutou-se muito mas produziu-se pouco, pelo que o resultado não mais se alterou.

A arbitragem de Luís Máximo teve muitos erros. No capítulo disciplinar foi rigoroso demais em certas situações e muito menos exigente na apreciação de outros lances merecedores de punição. Tecnicamente damos-lhe o benefício da dúvida no lance da grande penalidade. Estava bem colocado e de imediato apontou para a marca de penalty. Se acertou na decisão não interferiu na atribuição dos três pontos, se por outro lado avaliou mal o lance acaba por ficar directamente ligado ao desfecho final. Nós estávamos demasiado longe para termos certezas na análise deste lance…

 


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