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POL�TICA
AM?NDIO MELO DEFENDE MUDAN?AS NA SANTA CASA
O presidente da c?mara municipal de Belmonte entende que s? a chegada de uma nova mesa administrativa pode ultrapassar a situa??o de fal?ncia t?cnica que a institui??o est? a viver. Em comunicado, os actuais ?rg?os directivos, contestam a ideia.
Por Nuno Miguel em 18 de Nov de 2010

Santa Casa da Misericórdia de Belmonte está em falência técnica. Esta é uma das conclusões da auditoria externa realizada pela empresa “Moore Stevens” que aponta para a existência de salários em atraso, inibição na emissão de cheques e a apreensão de alguns bens.O relatório refere que a situação financeira está a deteriorar-se durante este ano e o valor das dívidas à banca, finanças e segurança social ronda 1 milhão e 600 mil euros.

Questionado sobre o tema no final da reunião pública do executivo desta manhã, o presidente da câmara municipal admite estar "muito preocupado com o futuro da instituição pois a santa casa presta apoio em diversas áreas às populações e estou muito apreensivo com a actual situação".

Para Amândio Melo, os problemas da Santa Casa da Misericórdia só podem ser resolvidos com a chegada duma nova mesa administrativa "essa é a única solução pois doutra forma não será possível renegociar a dívida com os credores nem desenhar um novo modelo de gestão".

O autarca, que é também irmão da misericórdia de Belmonte, garante que "as conclusões desta auditoria já foram enviadas às entidades que superintendem o funcionamento da misericórdia e espero que venham a ser tomadas medidas a curto prazo".

Até agora a RCB tentou por várias vezes obter a reacção do bispo da diocese da Guarda mas todos os contactos foram infrutíferos.

 

 

Já a mesa administrativa da Santa Casa veio, em comunicado, rebater as conclusões de que a instituição está numa situação de falência técnica. A instituição garante que "já foram tomadas várias medidas para assegurar a recuperação financeira da instituição, como a redução de pessoal e a obtenção de receitas extraordinárias".

A mesa administrativa garante que "desde que as entidades públicas e privadas bem como a banca e os fornecedores, colaborem com o plano de reestruturação financeira, a misericórdia vai conseguir ultrapassar as dificuldades que está a viver".

No comunicado de 9 parágrafos, os órgãos sociais garantem que vão cumprir o seu mandato até ao fim e lamentam "a imagem negativa que sistematicamente é dada da misericórdia por parte de responsáveis da administração central e local". Atitudes que, afirma a misericórdia "são redutoras e procuram asfixiar a boa execução do plano de recuperação financeira".


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