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Quinta, 25 Abr 2019
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SOCIEDADE
VINHO COM MAIS QUALIDADE
Cada portugu?s consome em m?dia 45 litros de vinho por ano, metade daquilo que consumia nos anos 70 e um ter?o do consumo nos anos 50. Apesar desta redu??o na quantidade, os portugueses preferem cada vez mais o vinho de qualidade.
Por César Duarte Ferreira em 07 de May de 2008

“Bebe-se menos vinho mas com mais qualidade.” É este o ponto da situação que Vasco Avilez, presidente da Viniportugal, dos hábitos dos portugueses em relação ao consumo de vinho.

Esta redução, segundo Vasco Avilez fica a dever-se à mudança dos estilos de vida mas também à exigência do consumidor que prefere a qualidade em detrimento da quantidade. Segundo o presidente da Viniportugal, a associação que visa promover os vinhos portugueses, dentro e fora do país, qualidade é o que não falta nos vinhos do nosso país que se afirmam pelo número elevado de castas que existe no território nacional: “Temos 380 castas diferentes e essa é uma das formas do vinho português ter sucesso fora de portas, porque apresenta um produto diferente do habitual.”

Pela sua situação geográfica a Beira Interior é uma região rica em diversidade de castas que estão na origem de vinhos de qualidade mas está longe do renome dos vinhos do Douro, Dão ou Alentejo. A promoção tem sido o calcanhar de Aquiles do sector da Beira Interior. Uma situação onde o secretário de estado da inovação, intronizado este fim de semana confrade da confraria dos enófilos da Beira Interior apela à união: “juntem-se e vamos arranjar uma marca comum”.

Uma dificuldade identificada pela confraria e sentida pelos próprio produtores. É o caso de José Almeida Garrett, mordomo regedor mor da confraria e produtor dos vinhos Almeida Garrett, tem 50 hectares de vinha e produz 300 mil garrafas que vende sobretudo no país. Para exportar produção é preciso ganhar dimensão. Um objectivo que está nos horizontes do proprietário da marca Almeida Garrett: “Temos uma previsão de alargar o nosso produto em Portugal, mas essencialmente fora de portas.”

Actualmente a exportação representa apenas 25% da produção que vai sobretudo para Inglaterra, Alemanha, Brasil e Angola mas o objectivo é inverter essa percentagem e passar a exportar 75% da produção.


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