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Terça, 19 Fev 2019
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SOCIEDADE
VIGILANTES DA NATUREZA EM RISCO DE EXTINÇÃO
O aviso, foi feito pelo presidente da associação portuguesa de vigilantes da natureza e agentes florestais, no primeiro congresso ibérico, realizado em Idanha a Nova.
Por César Duarte Ferreira & Paula Brito em 05 de May de 2008
Há falta de vigilantes da natureza em Portugal. São apenas 230 em todo o país mas seriam necessários pelo menos dois mil para cobrir todo o território nacional. Foi uma das principais preocupações deixadas no primeiro congresso Ibérico de vigilantes da natureza e agentes florestais que reuniu durante quatro dias em Idanha a Nova, 120 profissionais de Portugal e Espanha. O presidente da associação portuguesa que organizou o evento deixa um exemplo emblemático da falta de vigilantes da natureza: “ aqui na área do Tejo Internacional, só temos um vigilante para esta área enorme. Há seis anos que não entra ninguém, o que leva a um envelhecimento dos efectivos. Os vigilantes estão em vias de extinção.” Uma carência que o secretário de estado do ambiente reconhece mas para o qual o governo não tem para já reposta: “reconheço que são poucos. E é uma área que precisamos de reforços.” Outro dos problemas detectados neste congresso ibérico é a falta de suporte legal à cooperação entre os vigilantes de um lado e do outro da fronteira sobretudo nas zonas raianas. Se do lado espanhol a legislação já existe, do lado português está mais atrasada mas o secretário de estado garante que durante este semestre estará concluído o pacote legislativo que irá criar os parques tranfronteiriços. No encerramento do congresso ficou o desafio para a organização de um novo congresso em Idanha desta vez à escala europeia ou até mundial.

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