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Terça, 18 Jan 2022
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SOCIEDADE
CELEBRAR A DIFERENÇA TODOS OS DIAS
Rádio Cova da Beira
Hoje, assinala-se o dia internacional das pessoas com deficiência. Uma data instituída pelas Nações Unidas desde 1992, com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos relacionados com a deficiência e mobilizar a sociedade para a defesa da dignidade, dos direitos e o bem-estar das pessoas.
Por Paula Brito em 03 de Dec de 2021

Para assinalar a data, a RCB foi ouvir o testemunho de um professor do ensino especial. Há mais de 30 anos a exercer a profissão na região, Fernando Oliveira, entende que a data é importante, mas esta é uma realidade que precisa ser lembrada todos os dias.

 

“Realidades que passam pelas famílias, que têm estas pessoas, pelos profissionais que muitas vezes não têm recursos, ou têm poucos recursos, e passa por uma escola e uma comunidade que nem sempre é, verdadeiramente, inclusiva. Portanto, este dia devia ser todos os dias e devia ser relembrado de uma forma muito presente.”

 

A data, procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela inclusão das pessoas com deficiência em cada aspeto da vida. Às vezes com pequenos gestos, outras com ações de maior dimensão e cooperação, todos ganham com a inclusão.  Fernando Oliveira deixa um exemplo.

 

“Basta dizer que uma criança verdadeiramente incluída numa classe, numa escola, que participe nas mesmas atividades que os outros meninos, obviamente, fica a ganhar este menino e todos os meninos que estão à volta dele, porque vão tornar-se mais responsáveis e com respeito pelo próximo, pela diferença.”

 

Mas, segundo Fernando Oliveira, a inclusão é ainda um caminho longo para trilhar em muitos aspetos, “as escolas continuam a não ser verdadeiramente inclusivas, a legislação até pode estar adequada, mas, depois, percebemos a escassez de recursos, a ligação entre profissionais, a formação dos profissionais, que faria sentido ser uma formação contínua, sistemática. Haver um perfil do profissional que entra nestas questões, portanto, há aqui um longo caminho.”

 

São muitas as barreiras que existem à mobilidade física e não só. É o caso da invisível barreira da burocracia. “Há grandes barreiras do ponto de vista burocrático, às vezes, até preencher papeladas para ter acesso a determinados recursos que são essenciais para a acessibilidade dos próprios filhos, há aqui uma grande dificuldade.”

 

Uma das preocupações é a integração dos jovens no mundo do trabalho, depois de terminada a escolaridade obrigatória, “estamos a falar de jovens com défices cognitivos ligeiros que podem integrar o mundo do trabalho e que muitas vezes vão para casa.”

 

Também no mercado de trabalho, a inclusão tem um longo caminho a percorrer.

 


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