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Domingo, 08 Dez 2019
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SOCIEDADE
AUMENTOS DAS TARIFAS DE ?GUA E SANEAMENTO
Reunidas na passada quarta-feira (27 de Outubro) na Guarda, os munic?pios accionistas da ?guas do Z?zere e C?a (AdZC) analisaram ?com profunda preocupa??o? o despacho da ministra do ambiente e ordenamento do territ?rio que aprovou aumentos das tarifas de ?gua e de saneamento para o corrente ano.
Por Paulo Pinheiro em 29 de Oct de 2010

Em comunicado enviado pela CMF, é feito o anúncio de que a AdZC decidiu aplicar aos municípios, com efeitos retroactivos, “os maiores aumentos de sempre, de 10% nas tarifas de abastecimento de água e de 15% nas tarifas de saneamento”.

As câmaras municipais estranham o facto de os aumentos de tarifas constantes do orçamento para 2010 apenas serem comunicados durante o corrente mês de Outubro, acompanhadas das notas de débito correspondente aos acertos desde o início do ano.

Os autarcas não aceitam que a Águas do Zêzere e Côa “coloque agora em causa as contas dos municípios ao exigir o pagamento retroactivo de verbas impossíveis de prever”, face aos valores anteriormente estabelecidos. De acordo com as câmaras, com os aumentos aplicados, os municípios vão pagar tarifas que o estudo de viabilidade económico-financeira do sistema multimunicipal aponta para o ano de 2027.

“Uma situação paradigmática do irrealismo do sistema multimunicipal, bem com a incapacidade de cumprir o contrato de concessão e as suas previsões, impõem que a AdZC esclareça cabalmente quais as razões que levaram a nunca terem sido aceites as propostas dos municípios para repensar o modelo de gestão”, lê-se no comunicado.

Para as câmaras municipais, a AdZC preferiu concentrar o combate ao desequilíbrio financeiro “numa única e cega estratégia, o aumento das tarifas”, recordando que sempre alertaram para o facto da actual política “conduzir à ruína das contas municipais, para além de não contribuir para a recuperação económica-financeira da empresa”.

Criticando o caminho trilhado pela AdZC, as câmaras afirmam que não deixarão de ser tomadas medidas entendidas como necessárias e justificadas para fazer face às pretensões da Águas do Zêzere e Côa que “continuam a penalizar os municípios e os munícipes”.


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