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Segunda, 29 Nov 2021
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CULTURA
TERCEIRA PARTE DE “AVENIDA” ESTREIA EM NOVEMBRO
Rádio Cova da Beira
A terceira parte da trilogia dedicada ao Fundão e à sua avenida, intitulada “A AVENIDA: Liberdade” já tem estreia marcada e será no próximo dia 4 de novembro, no Casino Fundanense. O espetáculo da ESTE – Estação Teatral vai estar em cena de quinta-feira a sábado, às 21h30 e aos domingos às 17 horas, até ao dia 21 de novembro.
Por Paulo Pinheiro em 26 de Oct de 2021

É a última década do segmento proposto em 2019, quando se deu início ao projeto “A Avenida”: a década de 70, que traz como subtítulo a “Liberdade!” e reúne três variantes.

 

“A situação crítica de isolamento e subdesenvolvimento de um Portugal profundo, rural, nos últimos anos do regime ditatorial (que perdurava há cerca de quatro décadas); as marcas visíveis, as mudanças imediatas do dia 25 de Abril na vila do Fundão, tendo como elemento de referência espacial a Avenida Salazar (que passaria meses depois a intitular-se “da Liberdade”); e, finalmente, o que significou esta rutura para uma família da aldeia do Telhado, na Cova da Beira, a poucos quilómetros da urbe”.

 

O espetáculo que conta com dramaturgia, encenação e espaço de Nuno Pino Custódio, num processo de co-criação com Andreia Galamba, Carolina Cunha e Costa, Cuca M. Pires, Samuel Querido (actores), Dário Cunha (interpretação e direção musical), Patrícia Raposo (figurinos) e Pedro Fino (desenho de luz), pretende ser um retrato social e político de um país alvo de uma repressão profunda onde a solução de muitos foi emigrar, fugir ou morrer.

 


A “Avenida” assume-se ainda como uma homenagem ao Jornal do Fundão, que foi um impulsionador da criação de uma trilogia, quando o objetivo era apenas uma dramaturgia. Na nota de imprensa pode ler-se que “no processo de criação, a riqueza que consistiu a consulta exaustiva do Jornal do Fundão ter apontado uma abordagem que exigia profundidade, maturação e tempo de exposição de elementos que permitiam a riqueza dada por eixos dialéticos com o objeto central em questão”.

 

A ESTE sublinha ainda que este é um jornal “precioso e raro para o seu país, para aqueles que emigraram, para as pessoas simples da região e para intelectuais e académicos nas grandes cidades. Homenagem que cabe, agora, neste ano, na comemoração dos 75 anos da sua fundação”.

 

 

 

De: Lara Cardoso 


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