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DESPORTO
ESTREITO VENCE TA?A DE HONRA - SERNACHE 2 ? ESTREITO 2 (4-6 AP?S G.P.)
Confirma-se! O Estreito ? mesmo uma equipa talhada para jogos a eliminar, vencendo um Vit?ria de Sernache que tudo fez por tamb?m merecer a conquista do trof?u.
Por Jo√£o Perquilhas em 27 de Apr de 2008

A conquista de mais um troféu por parte da equipa de António Belo, que acamado delegou em Fonseca e David a orientação técnica do jogo, acabou por se ajustar ao que se passou no terreno de jogo. 

António Joaquim, reconhecendo alguma supremacia ao seu adversário, armou a sua equipa de molde a tentar o contra-golpe, pelo que o Estreito, em ataque continuado, aparecia mais vezes junto da área contrária. Quando, ao minuto 12, Valadas fez o primeiro golo da partida, dando o melhor seguimento a uma recuperação de bola por parte de Acácio, o jogo ganhou emoção e isto porque logo o Sernache respondeu, mas Dani e M’Passo não conseguiram o tão almejado golo. 

A partir da meia hora de jogo o Estreito era muito mais forte, conseguia mesmo boas oportunidades para voltar a marcar, mas Belmiro, em duas ocasiões, evitou que Valadas e David festejassem. A expulsão de Miguel Farinha, a dois minutos do intervalo, parecia complicar as contas a António Joaquim, mas o golo do empate conseguido por Dário ao minuto 45 relançava o jogo. 

Para a segunda metade, com menos um, a equipa de Sernache jogava ainda mais pelo seguro, explorando o contra-ataque, e acabaria mesmo por dar a volta completa ao marcador. De facto, M’Passo aproveitou a escorregadela de Rui Reis para ficar isolado e assim dar vantagem à sua equipa, isto depois de Tomás, por duas vezes, e David, noutra ocasião, se revelarem precipitados na hora de concretizar. 

A vantagem do Sernache durou apenas cinco minutos, porque a reacção do Estreito foi vigorosa. Tomás, aos 76 minutos, rematou ao poste, mas dois minutos depois Rui Reis, nas alturas, deu o melhor seguimento a um livre de Pira, dando mais justiça ao resultado. Daí até ao final do tempo regulamentar, as equipas tornaram-se mais cuidadosas, não se expondo em demasia ao contra-ataque que poderia ser fatal, pelo que ficava tudo em aberto para o prolongamento. Nesse período o Estreito voltou a ser mais forte, com David e Hélder Mário a enjeitarem novas oportunidades de golo, mas também Rui Pedro se mostrou providencial ao deter um remate de Fredy. 

As emoções continuariam ao rubro nos 15 minutos finais, onde de novo Hélder Mário e David se mostraram perdulários, não conseguindo bater o inspirado Belmiro, enquanto que para o lado contrário apenas numa ocasião o golo esteve à vista, mas o aglomerado de jogadores na pequena área de Rui Pedro acabaria por ser providencial, rechaçando dois remates que poderiam ser perigosos. 

Nas grandes penalidades que se seguiram o Estreito voltou a ser mais forte, e à semelhança do que já havia feito frente ao Valverde a ao Oleiros nesta edição da Taça de Honra, garantiu a conquista do troféu. Rui Pedro foi fundamental ao deter os penaltys de Dário e Dani, enquanto que dos seus companheiros chamados à conversão apenas Paulo Rato desperdiçou. 

Ao trabalho de Paulo Abrantes e seus pares, que foi de bom nível, apenas um reparo: se na expulsão de Miguel Farinha outra coisa não poderiam fazer, já no amarelo a Rui Reis, aos 117 minutos, quando M’Passo se isolou, outra cor se justificava.


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