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Domingo, 23 Jan 2022
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SOCIEDADE
UMA CASA QUE FOSSE UMA CESTA
Rádio Cova da Beira
Esta foi a ideia original de quem concebeu a Casa da Cereja em Alcongosta. Através da utilização da madeira, permitir ao visitante estar dentro de uma cesta, no primeiro piso, e ser a cereja, no segundo. Entre um e outro, a Casa da Cereja guarda objetos e memórias que contam a história do fruto, da aldeia e das suas gentes.
Por Paula Brito em 30 de Aug de 2021

Para o presidente da câmara do Fundão, Paulo Fernandes, esta era a casa que faltava à rede de casas temáticas do concelho com o selo da Unesco.

 

“Era uma peça que fazia falta a esta rede que representa tanto daquilo que temos de mais autêntico e verdadeiro para oferecer.”

 

Ao lado da casa está a ser desenvolvida uma Quinta de Ciência Viva que vem dinamizar uma das vertentes da Casa da Cereja, ligada à ciência e à educação, “a casa tem uma vertente científica e educativa que acho que vai ser muito explorada e considero que esta relação entre a Casa da cereja e a Quinta das cerejas das ideias vai ser importante.”

 

Segundo Paulo Fernandes, a Casa da Cereja, cuja conceção arquitetónica, de design e artística foi entregue a Hugo Landeiro e Pedro Novo, respeita aquilo que foram as três premissas aquando da entrega do trabalho: a ligação à comunidade, a universalidade do tema e um espaço para todos os públicos.

 

“O resultado final é inacreditável, a parte da arte, do artesanato, todos os pormenores que aqui estão tornam este espaço único não só a uma escala regional, mas também nacional e internacional.”

 

Para Vítor Félix, presidente da junta de freguesia de Alcongosta, a abertura da Casa da Cereja vem valorizar ainda mais a aldeia conhecida pela cereja, pela cestaria e pelo esparto.

 

“Vai valorizar porque além da Casa da Cereja vai ser também uma casa de artesanato e até seria bom comercializar aqui cereja, ser um posto de turismo e permitir a quem vier consumir a cereja e todos os produtos derivados de cereja.”

 

A Casa da Cereja foi construída a partir da reconversão da antiga escola primária. Um edifício de 1930 que mantem toda a estrutura exterior e interior. A madeira é o elemento que predomina na conceção da casa que pretende representar uma caixa de cerejas.

 

“Aquilo que o visitante irá sentir, ou aquilo que gostávamos que acontecesse, é que sentisse que no primeiro piso estava dentro de uma caixa de cereja e, no segundo piso, fosse ele a cereja.” Explica Pedro Novo.

 

O visitante é recebido, por uma enorme cerejeira em madeira, na parede, e em flor, no centro de uma das salas do primeiro piso onde a palavra cereja está escrita em todas as línguas. A forma como a cereja é vista pela arte ou como a sua produção tem evoluído desde 1974 são outras vertentes abordadas no primeiro piso dedicado ainda “à biologia e anatomia da cereja e da cerejeira”, mas também à sua implantação no mundo, através de um globo terrestre, em madeira, que ocupa o centro de outra das salas “será possível perceber, a nível mundial, quem são os maiores produtores e quem são os países com maior plantação, em hectares, de cereja.”

 

O segundo piso é dedicado a Alcongosta “vamos não só perceber todas as atividades ligadas à cereja, desde a cestaria à construção de escadas.”

 

A cereja na imprensa ocupa uma das paredes do segundo piso, a par de outra com um portfólio de todos os produtos que foram, entretanto, criados com a cereja do Fundão e os seus derivados.

 

Um espaço onde a tecnologia e os objetos ao vivo se misturam, como salienta o arquiteto Pedro Novo “quem nunca esteve dentro de um cerejal poderá, através dos óculos 3D estar dentro de um cerejal, mas o que eu gostava de salientar é a presença dos objetos na casa, ao vivo e a cores.” 

 

A Casa da Cereja, em Alcongosta, pode ser visitada de terça a domingo entre as 9h e as 17h.


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